Caros pipoqueiros,
O dia das mães está aí! O comércio está em festa nesses dias, já que, depois do natal, o dia das mães é o período de maior aquecimento nas vendas do comércio no Brasil. Afinal, quem não quer fazer sua mamãe feliz com um bom presente, um mimo, um agrado? Levá-la para almoçar, jantar, dar-lhe flores… Enfim, são tantas as formas de fazer estampar um sorriso no rosto de uma mãe que o céu é o limite da criatividade.
As mães me fascinam. Fascinam pelo poder que elas têm de amar seus filhos, mesmo quando eles não são tão dignos assim do amor de ninguém. Não é à toa que Deus deixou na terra um modelo de seu amor – incondicional, que supera todas as adversidades, que não liga para os defeitos do ser amado – que é, sem dúvida, o amor de mãe.
O profeta Isaías, há muitos anos atrás, deixou estampado em sua profecia: “Assim como uma mãe consola seu filho, também eu os consolarei; em Jerusalém vocês serão consolados.” (Isaías 66.13 – NVI). O exemplo maior de mãe, sem dúvida, reside naquela que foi mãe do próprio Filho de Deus. Maria, a bem-aventurada, bendita entre todas as mulheres, deu ao anjo Gabriel a resposta que toda mãe dá ainda hoje a Deus quando é incumbida do dever sublime da maternidade: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra.” (Lucas 1.38 – NVI).

Mônica
Uma grande mãe, a quem a história deu seus méritos devidos foi Mônica (332 – 387), mãe de Agostinho, bispo de Hipona. Agostinho (354 – 430) é um de meus teólogos preferidos, um dos grandes pais da Igreja antiga a quem nutro grande admiração, ao lado de nomes como Basílio, Gregório e João Crisóstomo. Mônica foi uma incansável mãe de oração pela conversão de seu filho Agostinho, tido como perdido, e não descansou até que viu seu filho sendo batizado pelas mãos de Ambrósio, bispo de Milão.
Da obra magnífica de Agostinho, destaco a primeira auto-biografia de que se tem notícia, Confissões. Em sua primeira página, podemos encontrar a magistral confissão, uma verdade sublime: “Porque nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso.”

Agostinho de Hipona
De minha mãe posso dizer que vejo nela um pouco Maria, um pouco Mônica. Maria pela abnegação sem limites, pela disposição em encarar o desafio de ser mãe tão jovem como foi e é. Mônica por sua incansável vida de oração, mesmo quando o alvo ainda parece estar distante em ser alcançado.
Feliz dia das mães a todas as mamães!
PS: A quem interessar possa, a seção Prateleira das Últimas de Ultimato deste mês trouxe um belíssimo artigo sobre Mônica, de autoria do Rev. Élben César. Clique aqui para vê-lo.