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Posts Etiquetados ‘Teologia’

6º Domingo da Páscoa

Pedro na casa de Cornélio, de Gustave Doré

Pedro na casa de Cornélio, de Gustave Doré

Acompanhe as leituras do Lecionário de hoje, 6º Domingo da Páscoa.

1ª Leitura: Atos 10.44-48

Enquanto Pedro ainda estava falando estas palavras, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a mensagem. Os judeus convertidos que vieram com Pedro ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo fosse derramado até sobre os gentios, pois os ouviam falando em línguas e exaltando a Deus.

A seguir Pedro disse: “Pode alguém negar a água, impedindo que estes sejam batizados? Eles receberam o Espírito Santo como nós!” Então ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Depois pediram a Pedro que ficasse com eles alguns dias. Palavra do Senhor!

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O arrebatamento (e outras coisas mais)

Atendendo a pedidos do pipoqueiro Tarik Mendonça (porque temos dois Tariks assíduos leitores do blog, temos que especificar quem foi que pediu), conforme prometido, tentarei resumir em pequenas linhas a respeito do evento esperado denominado “arrebatamento”.

Em primeiro lugar, cabe afirmar que o arrebatamento não será um evento isolado a ocorrer por ocasião da parúsia (do grego, parousia: presença), também entendida como a segunda vinda de Jesus. Por todo o Novo Testamento há diversas referências sobre o retorno glorioso, físico e visível do Cristo glorificado, para buscar os seus (Marcos 8.38; João 14.2; Atos 1.7,11; Apocalipse 1.7, dentre vários outros textos). O texto de 1Tessalonicense 4.13-18 é um dos mais detalhados da Escritura acerca dos eventos que ocorrerão futuramente, e nesse contexto, poderemos analisá-lo como ponto principal de nosso estudo.

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2012, o ano que (talvez) o mundo vai parar [# 1]

Imagem: Revista Galileu

Imagem: Revista Galileu

A Humanidade sempre, desde o início de sua existência, se preocupou com seu próprio fim. O fato de o homem ser, talvez, o único animal que tem a consciência de sua finitude o leva a pensar constantemente sobre a morte e a eternidade e, ao mesmo tempo, sobre o dia em que o próprio mundo irá “acabar”. As figuras fantásticas do Apocalipse povoam a mente dos mais religiosos. Catástrofes ambientais e espaciais – previstas ou não – atormentam os céticos. A possibilidade de um dia tudo se acabar nos ensina que, tanto a glória do mundo, quanto a vida de cada um são tão transitórios quanto uma estopa que pega fogo.

O homem, sem dúvida, é um ser eterno. A própria consciência de sua existência e as indagações perpétuas que a filosofia tenta responder através dos séculos nos dão conta de que, mesmo diante das limitações temporais e espaciais, o ser humano tem a certeza de que ele veio de algum lugar e irá para algum lugar após esta rápida passagem pelo plano físico. O livro do Eclesiastes, porção de grande sabedoria da Bíblia Sagrada, diz claramente que [Deus] pôs no coração do homem o anseio pela eternidade (Eclesiastes 3.11, NVI). Para o escritor francês Alexandre Dumas, “A esperança que o homem tem na eternidade em outro mundo resulta-lhe do desespero que sente por não ser eterno naquele onde está”.

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Conhecendo a graça

Ao receber, ontem, meu exemplar de Ultimato de maio e junho, deparei-me com o seguinte título da matéria da capa: A graça não é de graça. Ao fundo, uma cruz vazia apoiada sobre o chão. Fiquei a me perguntar o que traria o texto dessa matéria, já que, desde que me entendo por gente, ouvi a boa nova de que a “graça é um favor imerecido de Deus em benefício do homem”. Sempre entendi a graça como sendo gratuita, por seu próprio nome e sua razão de ser. Entretanto, para minha reflexão, o título da matéria mexeu comigo em uma primeira vista.

Deixei a revista sobre a mesa e saí, retornando logo em seguida. Avidamente, apanhei-a e comecei a folheá-la, sempre cumprindo o ritual de todo exemplar: Abertura, pastoral, cartas… Em seguida, fui direto à matéria citada, um especial dessa edição da revista.

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O fim vem! O fim vem!

Imagem: Revista Galileu

Imagem: Revista Galileu

Andam dizendo por aí que em 2012 o mundo se acabará. Nostradamus, os Maias e outros profetas, filósofos e gente que não tem mais o que fazer têm propagado aos quatro ventos, enquanto eles ainda existem, que o apocalipse se aproxima e será em 2012. Alguns mais precavidos têm feito bunkers, abrigos e gastado fortunas de dinheiro para se prevenir do inexorável juízo final que se aproximaria.

Afinal de contas, será que isso é verdade? Será que 21/12/2012 vai ser o último dia de nossas vidas? Para os duvidosos, melhor se precaver. Para os céticos, não passa de abobrinha. Mas, e aí? Qual é a verdade? Será que dentro de pouco mais de três anos tudo vai para os ares?

Essas e outras respostas vêm aí! Na próxima quinta-feira (14), às 15h, entra no ar o primeiro capítulo da série semanal 2012, o ano que o mundo (talvez) vai parar. Não perca!

PS: Agradeço ao pipoqueiro Tavares pela sugestão em publicar o material.

Precisamos da velha…

Interrompendo a batelada de notícias que a globalização impõe a todo blogueiro que se preze, vou trazer um texto para reflexão, postado no blog Púlpito Cristão:

Sim, de uma volta aos princípios que Savonarola amou, que que John Huss profetizou, que Lutero defendeu, que Calvino sistematizou, que Zwínglio propagou… Apenas a boa nova, Sola Scriptura, a VELHA verdade que levou milhares de crentes ao martírio!

Nós somos ingratos, isso sim! E não apenas isso: nós somos os mais mal-agradecidos do mundo e achamos isso tudo um barato. Nós pisamos o sangue dos mártires cada vez que substituimos a graça por um jugo pesado sob a alegação de santidade. Nós profanamos o sangue santo quando voltamos à iconolatria, quando nos banhamos com arruda e alecrim, e sempre que transformamos a Fé em Show. Não acho que precisamos de uma NOVA reforma. Ficaria satisfeito se nós apenas honrassemos a VELHA reforma.

Carecemos de memória histórica! Quem aqui sabe quando é comemorado o dia da reforma protestante? Quando e porque comemoramos o dia da Bíblia? Em que ano Lutero afixou as 95 teses? O que essas teses diziam? Alguém me diz por favor o que são as “cinco solas”? Tá bom, eu sei que tem arminianos na comunidade, então por favor me deem ao menos “quatro solas”, e eu me convencerei de que ainda resta alguma esperança para este cristianismo de “meia-sola” que a gente empurra com a barriga e finge que é a verdade.

Oh, Deus! Por favor, aviva a tua igreja! Enche nossos corações de zelo, e que nossas palavras se amoldem novamente a tua Palavra. Senhor, faz-nos entender que em ti não há barganhas, e que o meu dízimo não compra e nunca comprará a tua graça! Que a nossa santidade seja a consequencia, e não o meio de obter Graça. Ordena denovo as nossas motivações e guia-nos pelo caminho correto.

Soli Deo Gloria!

O reformador João Calvino

O reformador João Calvino

Este humilde pipoqueiro concorda em gênero, número e grau com cada palavra postada. A Igreja Reformada tem sido a cada dia minada pelo pentecostalismo exacerbado, pelo relativismo, pelo mundanismo e pelas heresias que pipocam (!!!) por todo lado. Novidades vêm por toda parte, uns com unções absurdas e não bíblicas, outros com profecias falsas e muitos outros com aberrações teológicas em nome do deus dinheiro. Não precisamos de uma nova reforma, isso é fato. Necessitamos e queremos, urgentemente, do retorno àquela velha Reforma, que mudou a estrutura do mundo em pleno século 16. Quem dera nesse ano em que comemoramos 500 anos do nascimento de Calvino e 150 anos de presbiterianismo em solo brasileiro pudéssemos ter essa graça inefável!

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Confira amanhã, no Carrinho de Pipoca!

Amanhã, domingão, primeiro dia da semana, iniciaremos uma série semanal. Todos os domingos comentaremos os textos do Lecionário Comum Revisado trienal, sob uma perspectiva atual, voltada, principalmente, para a juventude.

Para aqueles que não sabem ou não conhecem (e para aqueles que sabem também), o Lecionário é uma grande fonte didática adotada pela Igreja do Ocidente, correspondendo às leituras que são feitas durante os anos do Calendário Litúrgico. A cada domingo há uma leitura do Antigo Testamento ou de Atos dos Apóstolos, um Salmo, uma leitura das Epístolas e uma leitura do Evangelho. Ao final de três anos, lê-se a maior parte dos profetas e dos históricos, os principais textos das Epístolas e de Atos e quase todos os Evangelhos.

O Lecionário é revestido de grande importância, visto que, se usado corretamente, as mesmas leituras que se fazem em uma igreja luterana na Europa também são feitas em uma igreja anglicana nos Estados Unidos, em uma igreja pentecostal na África, em uma igreja presbiteriana no Brasil e em uma igreja romana em qualquer outro lugar do Ocidente.

Assim, amanhã, 5º. Domingo da Páscoa, iniciaremos nossa série com as leituras e comentários de Atos 8.26-40, Salmo 22.25-31, 1João 4.7-21 e João 15.1-8. Lembrando que, salvo menção em contrário, todos os textos deste blog são extraídos da Nova Versão Internacional da Bíblia Sagrada, publicada no Brasil pela Sociedade Bíblica Internacional.

O Lecionário base para nossa série é o Lecionário Comum Revisado, publicado no Brasil pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, e disponível aqui.

O dia das mães está chegando!!!

Caros pipoqueiros,

O dia das mães está aí! O comércio está em festa nesses dias, já que, depois do natal, o dia das mães é o período de maior aquecimento nas vendas do comércio no Brasil. Afinal, quem não quer fazer sua mamãe feliz com um bom presente, um mimo, um agrado? Levá-la para almoçar, jantar, dar-lhe flores… Enfim, são tantas as formas de fazer estampar um sorriso no rosto de uma mãe que o céu é o limite da criatividade.

As mães me fascinam. Fascinam pelo poder que elas têm de amar seus filhos, mesmo quando eles não são tão dignos assim do amor de ninguém. Não é à toa que Deus deixou na terra um modelo de seu amor – incondicional, que supera todas as adversidades, que não liga para os defeitos do ser amado – que é, sem dúvida, o amor de mãe.

O profeta Isaías, há muitos anos atrás, deixou estampado em sua profecia: “Assim como uma mãe consola seu filho, também eu os consolarei; em Jerusalém vocês serão consolados.” (Isaías 66.13 – NVI). O exemplo maior de mãe, sem dúvida, reside naquela que foi mãe do próprio Filho de Deus. Maria, a bem-aventurada, bendita entre todas as mulheres, deu ao anjo Gabriel a resposta que toda mãe dá ainda hoje a Deus quando é incumbida do dever sublime da maternidade: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra.” (Lucas 1.38 – NVI).

Mônica

Mônica

Uma grande mãe, a quem a história deu seus méritos devidos foi Mônica (332 – 387), mãe de Agostinho, bispo de Hipona. Agostinho (354 – 430) é um de meus teólogos preferidos, um dos grandes pais da Igreja antiga a quem nutro grande admiração, ao lado de nomes como Basílio, Gregório e João Crisóstomo. Mônica foi uma incansável mãe de oração pela conversão de seu filho Agostinho, tido como perdido, e não descansou até que viu seu filho sendo batizado pelas mãos de Ambrósio, bispo de Milão.

Da obra magnífica de Agostinho, destaco a primeira auto-biografia de que se tem notícia, Confissões. Em sua primeira página, podemos encontrar a magistral confissão, uma verdade sublime: “Porque nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso.”

Agostinho de Hipona

Agostinho de Hipona

De minha mãe posso dizer que vejo nela um pouco Maria, um pouco Mônica. Maria pela abnegação sem limites, pela disposição em encarar o desafio de ser mãe tão jovem como foi e é. Mônica por sua incansável vida de oração, mesmo quando o alvo ainda parece estar distante em ser alcançado.

Feliz dia das mães a todas as mamães!

PS: A quem interessar possa, a seção Prateleira das Últimas de Ultimato deste mês trouxe um belíssimo artigo sobre Mônica, de autoria do Rev. Élben César. Clique aqui para vê-lo.

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