25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul (4)
Conforme previsto, ontem fiquei sem atualizar o blog, pois não consegui acessar a internet do aeroporto de Montevidéu.
Na noite de terça-feira (14), conheci algumas das ruas da capital uruguaia. De fato, Montevidéu é uma bela cidade, com muita história, principalmente a Cidade Velha. Os uruguaios, de modo geral, são muito atenciosos. Fui muito bem atendido nos restaurantes e cafés do lado de lá do Rio da Prata.
Após saborear um bife de lomo, tirei mais algumas fotos e voltei para o hostel.
De manhã, na quarta-feira (15), conheci a Ciudad Vieja, com suas ruas e edificações cheias de história. Passei, também, pela zona portuária de Montevidéu. Nas praças e ruas, por onde se andava, vi torcedores do Santos, que estavam na cidade para o jogo de mais à noite, Peñarol x Santos, pela final da Libertadores. Conversei e tirei fotos com alguns, pessoal gente boa.
Já à tarde, após o almoço, dei um pulinho em um dos cassinos da cidade, já que o jogo é legalizado no Uruguai, assim como no Paraguai e aqui na Argentina. Ganhei alguns pesos e parti para o aeroporto. Aeroporto, por sinal, dos mais modernos da América. Muito limpo e organizado, com um projeto arquitetônico muito bacana.
Como em todas as viagens desse tipo sempre rola algum contratempo, dessa vez não foi diferente. O voo 177, da Pluna, que me traria de volta à Argentina, atrasou por mais de uma hora. Como resultado, quase perdi o ônibus que me traria a Mendoza, que sairia de Buenos Aires às 21:30.
O Bombardier da Pluna tocou o solo em Buenos Aires às 21:02, no Aeroparque Jorge Newbery. Depois de um rápido desembarque e de pedir para alguns brasileiros cederem a dianteira na fila da imigração, peguei um táxi. Chovia torrencialmente em Buenos Aires e, depois de alguns minutos, cheguei na Rodoviária. Já de posse de minhas malas, com 5 minutos de atraso, consegui entrar no ônibus, que já estava quase de saída.
A viagem para Mendoza durou 14 horas. O ônibus, porém, era um espetáculo. Poltrona reclinável a 180º, almofadinha e manta. O serviço de bordo incluía jantar com pratos frios e quentes, refrigerantes, água e – acreditem – vinho, whisky e champanhe. Depois de jantar e tomar um delicioso Cabernet Sauvignon, dormi por boa parte da viagem, até ser acordado pela comissária com o café da manhã, que servia alfajores, brownies, pães, torradas, queijo, além de café, chá e leite.
Chegando a Mendoza, tomei um táxi no terminal rodoviário e, por 11 pesos argentinos, fui deixado na porta do Campo Base Hostel, onde estou agora. O staff do hostel é muito atencioso e rapidamente fui acomodado em um quarto coletivo com mais duas pessoas.
O dia foi para dar algumas voltas pela cidade, que também é muito bonita. Conheci a parte histórica de Mendoza, que foi toda reconstruída após um terremoto que devastou a cidade no século XIX.
Para amanhã, o programa é o circuito das Altas Montañas, que vai pertinho do Aconcágua e passa por algumas estações de ski. Depois posto as fotos.
Boa noite!


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