Arquivos

Posts Etiquetados ‘Mendoza’

25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul (5)

Ponte do Inca

Se existe uma palavra para descrever meu estado de espírito ao contemplar a Cordilheira dos Andes, esta é: embasbacado. Por volta das 7 da manhã, saí do hostel, acompanhado por um grupo de pessoas de outros hostels e de uma guia, Lorena, muito simpática. O destino era o circuito das Altas Montañas, visitando o Parque Aconcágua, onde se localiza o pico máximo do continente americano, o Cerro Aconcágua, com seus 6.965 metros de altitude acima do nível do mar.

O ônibus passou por cenários magníficos, nos quais foram rodados filmes como Diários de motocicleta e Sete anos no Tibet. Passamos pela ferrovia Transandina, que, por mais de meio século, ligou Mendoza a Valparaíso, no Chile. Também conhecemos a Ponte do Inca, uma das poucas pontes naturais do mundo. Daí, seguimos viagem ao Parque Aconcágua, onde fizemos uma caminhada de cerca de uma hora e meia, avistando, ao longe, a 2.950 metros acima do nivel do mar, a face sul do Senhor das Américas, a montanha mais alta do continente.

No parque há bastante neve, os lagos estavam congelados. A experiência de, pela primeira vez, ver a neve de perto, foi algo marcante, sem dúvida.

Após algumas fotos e algumas explicações por parte da Guia sobre o parque e sobre a Cordilheira dos Andes, partimos para o almoço em Los Penitentes, uma das estações de esqui que existem por aqui. Entretanto, como ainda não há neve o suficiente, essas estações não estão abertas.

Enfim, a visita a Mendoza está chegando ao seu final. Hoje teremos mais um momento de integração sul-americana entre os que estão no hostel. Ontem à noite, em outro hostel da rede HI, participei de uma festa da pizza, onde conheci outros argentinos, chilenos, peruanos e pessoas de várias nacionalidades. Foi um bom momento para treinar o espanhol, o inglês e até arriscar um pouco de alemão.

O Aconcágua

Amanhã pela manhã o destino é Santiago, mais uma vez cruzando os Andes. Nos vemos no Chile!

Boa noite!

25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul (4)

Conforme previsto, ontem fiquei sem atualizar o blog, pois não consegui acessar a internet do aeroporto de Montevidéu.

Montevidéu

Na noite de terça-feira (14), conheci algumas das ruas da capital uruguaia. De fato, Montevidéu é uma bela cidade, com muita história, principalmente a Cidade Velha. Os uruguaios, de modo geral, são muito atenciosos. Fui muito bem atendido nos restaurantes e cafés do lado de lá do Rio da Prata.

Após saborear um bife de lomo, tirei mais algumas fotos e voltei para o hostel.

De manhã, na quarta-feira (15), conheci a Ciudad Vieja, com suas ruas e edificações cheias de história. Passei, também, pela zona portuária de Montevidéu. Nas praças e ruas, por onde se andava, vi torcedores do Santos, que estavam na cidade para o jogo de mais à noite, Peñarol x Santos, pela final da Libertadores. Conversei e tirei fotos com alguns, pessoal gente boa.

Já à tarde, após o almoço, dei um pulinho em um dos cassinos da cidade, já que o jogo é legalizado no Uruguai, assim como no Paraguai e aqui na Argentina. Ganhei alguns pesos e parti para o aeroporto. Aeroporto, por sinal, dos mais modernos da América. Muito limpo e organizado, com um projeto arquitetônico muito bacana.

Como em todas as viagens desse tipo sempre rola algum contratempo, dessa vez não foi diferente. O voo 177, da Pluna, que me traria de volta à Argentina, atrasou por mais de uma hora. Como resultado, quase perdi o ônibus que me traria a Mendoza, que sairia de Buenos Aires às 21:30.

O Bombardier da Pluna tocou o solo em Buenos Aires às 21:02, no Aeroparque Jorge Newbery. Depois de um rápido desembarque e de pedir para alguns brasileiros cederem a dianteira na fila da imigração, peguei um táxi. Chovia torrencialmente em Buenos Aires e, depois de alguns minutos, cheguei na Rodoviária. Já de posse de minhas malas, com 5 minutos de atraso, consegui entrar no ônibus, que já estava quase de saída.

A viagem para Mendoza durou 14 horas. O ônibus, porém, era um espetáculo. Poltrona reclinável a 180º, almofadinha e manta. O serviço de bordo incluía jantar com pratos frios e quentes, refrigerantes, água e – acreditem – vinho, whisky e champanhe. Depois de jantar e tomar um delicioso Cabernet Sauvignon, dormi por boa parte da viagem, até ser acordado pela comissária com o café da manhã, que servia alfajores, brownies, pães, torradas, queijo, além de café, chá e leite.

Chegando a Mendoza, tomei um táxi no terminal rodoviário e, por 11 pesos argentinos, fui deixado na porta do Campo Base Hostel, onde estou agora. O staff do hostel é muito atencioso e rapidamente fui acomodado em um quarto coletivo com mais duas pessoas.

Plaza Independencia - Mendoza

O dia foi para dar algumas voltas pela cidade, que também é muito bonita. Conheci a parte histórica de Mendoza, que foi toda reconstruída após um terremoto que devastou a cidade no século XIX.

Para amanhã, o programa é o circuito das Altas Montañas, que vai pertinho do Aconcágua e passa por algumas estações de ski. Depois posto as fotos.

Boa noite!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.