
Três gloriosas estrelas vermelhas, que outro clube algum do Brasil ostenta no peito, símbolo das maiores conquistas do futebol brasileiro, que atravessou o mundo para deixar seu nome registrado eternamente na história do futebol mundial
Desde o final da partida de ontem, em que o São Paulo foi eliminado da Libertadores da América nas quartas-de-final, pelo Cruzeiro, a torcida Tricolor mais do que nunca esteve dividida entre a permanência e a saída do técnico Muricy Ramalho.
Na década de 70, Muricy jogou como meia no Tricolor, ao lado de Pedro Rocha e Chicão, disputando 177 partidas com o Manto Sagrado e balançando as redes 26 vezes. Na época, conquistou o Paulistão de 1984 e o Brasileirão de 1977. Estreou como treinador à frente do Puebla (Peru), em 1993. Entre 1994 e 1996, Muricy passou pelo comando Tricolor pela primeira vez, conquistando a Copa Conmebol de 94.
Após passagens pelo Guarani, Shanghaï Shenua (China), Ituano, Botafogo de Ribeirão Preto, Santa Cruz, Náutico, Figueirense, Internacional e São Caetano, Muricy retornou ao comando Tricolor em 2006, após a saída de Paulo Autuori, que em 2005 conquistara a Libertadores e o Mundial Interclubes da Fifa, ambos pela terceira vez na história do clube. Em sua primeira competição continental à frente do São Paulo, a Libertadores de 2006, Muricy levou o time à final, quando foi derrotado pelo Internacional. No ano seguinte, o Grêmio eliminou o Tricolor nas oitavas. Já em 2008, o carrasco da vez foi o Fluminense nas quartas-de-final e, em seu derradeiro jogo como comandante da equipe são-paulina, ontem (18), o time se viu eliminado da competição pelo Cruzeiro, nas quartas-de-final.
Entretanto, o professor Muricy ostenta em seu currículo a proeza de conquistar por três vezes consecutivas o Campeonato Brasileiro pela mesma equipe. Em 2006, 2007 e 2008, não teve para ninguém na disputa pelo Brasileirão, diante das brilhantes campanhas que o Tricolor realizou no Nacional.
Contudo, todas as glórias que Muricy conquistou para o São Paulo em seus três anos de permanência à frente da equipe não lhe foram bastantes para segurá-lo no cargo. Após o vexame no Morumbi, que custou a classificação do Tricolor paulista às semi-finais da Libertadores de 2009, com fortes pressões por parte da torcida e da diretoria, o São Paulo anunciou que Muricy deixa o cargo. A informação foi dada em primeira mão pela Rádio Bandeirantes, e repercutida no carrinhodepipoca.com logo em seguida. De acordo com os dirigentes são-paulinos, não há mais clima para a permanência de Muricy à frente da equipe.
Quem assume o comando, interinamente, é o auxiliar técnico Milton Cruz, até a chegada do novo professor. Nomes são cotados, entre eles Abel Braga e Tite. Vanderlei Luxemburgo seria uma ótima opção, contudo não possui o perfil de um comandante Tricolor.
De toda forma, tenho que agradecer ao Muricy pelas glórias que ele conquistou para o Tricolor. Depois de 15 anos sem levantar a taça do Brasileirão, o fizemos por três vezes nos últimos três anos, consolidando a hegemonia que o Tricolor construiu no futebol brasileiro. Porém, a era Muricy, por enquanto, chegou ao fim no Morumbi. Desejo a Muricy sorte em sua jornada, às vezes sem precisar, pois um treinador dessa envergadura por certo não tardará em estar empregado. E também, ao Tricolor, desejo toda sorte rumo ao Heptacampeonato brasileiro, e que venha um bom treinador que saiba escalar e dirigir o elenco, levá-lo rumo à vitória e trazer os títulos com os quais estamos acostumados.
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