O grande educador Rubem Alves já deixou eternizado em suas palavras: “Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais”. O professor, sem dúvida, deve ser o mais valorizado profissional dentre todos os outros pois, sem ele, não haveria médicos, advogados, engenheiros, físicos, policiais, juízes e tantas outras profissões que dependem do ensino das letras nas escolas para existirem.
Sempre fui um grande defensor da educação de qualidade, pois somente através do ensino público, gratuito e de qualidade, um país pode alcançar a verdadeira democracia, de um governo “do povo, pelo povo e para o povo”.
O Uol noticiou hoje que o Ministério da Educação (MEC) vai investir R$ 1,9 bilhão na formação de novos professores, oferecendo 330 mil vagas em cursos superiores de licenciatura para professores que já atuam nas redes públicas de ensino, que não possuem formação em nível de licenciatura ou a possuem em áreas diferentes das que lecionam. De acordo com o Ministério, cerca de 600 mil professores estão nas redes públicas sem a formação adequada.
Essas e outras medidas fazem parte do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação, lançado pelo MEC. Além das vagas ofertadas, haverá a implementação de piso salarial mínimo para os docentes, fixado em R$ 950. Em 2009, para estados e municípios que não consigam bancar os salários dos professores, o governo federal disponibilizará R$ 500 milhões. Para 2010, o valor investido será de R$ 750 milhões para esse fim.
Essas medidas são positivas, contudo não vão solucionar em um passe de mágica o problema da educação no país. De fato a educação tem andado esquecida pelos últimos governos, porém acredito que o governo Lula poderia ter tomado parte do problema há mais tempo, quem sabe durante os primeiros quatro anos de mandato. Espero, sinceramente, que os docentes sejam mais capacitados para o exercício do ministério e vocação a que foram chamados, porém que haja maior valorização por parte dos governos e também dos alunos da importância ímpar que tão nobre profissional possui na construção de uma nação livre, justa e igualitária, conforme quer nossa Constituição Federal.
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