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Posts Etiquetados ‘educação’

Orkut bem educado

Para quem, ainda há pouco tempo, respondia às nossas solicitações com um mísero “no donuts for you”, e chamava seu próprio servidor de mal educado, o Orkut – em algumas ocasiões – agora trata bem a seus usuários, inclusive com mensagens de gratidão:

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“Nunca ame ninguém. Estupre.”

A frase acima, caro pipoqueiro, pode assustar. Ainda mais se estiver em companhia de outras como “Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto” e “Odeie. Assim, por esporte.”

Essas citações, entre outras, estão estampadas em um livro denominado Poesia do dia – poetas de hoje para leitores de agora, da Editora Ática, que foi distribuído a crianças da terceira série de escolas públicas estaduais de São Paulo, como material de apoio do programa Ler e Escrever, do governo paulista, que deveria incentivar crianças ao bom hábito da leitura.

Na semana passada, o carrinhodepipoca.com noticiou que um livro de histórias em quadrinhos com conteúdo sexual foi distribuído a crianças da mesma faixa etária. A Secretaria de Educação já informou que recolheu a obra das escolas.

Mais uma vez a história se repete. Pessoas despreparadas têm escolhido as obras a serem distribuídas às crianças nas escolas. Crianças nessa faixa etária, com nove anos de idade, não têm o necessário discernimento pra saber se o significado de frases como as citadas no início do post são conselhos ou simplesmente ironia, como quis o autor.

De acordo com a editora, a obra é recomendada para leitores com mais de 13 anos de idade.

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MEC vai investir R$ 1,9 bi na formação de professores

O grande educador Rubem Alves já deixou eternizado em suas palavras: “Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais”. O professor, sem dúvida, deve ser o mais valorizado profissional dentre todos os outros pois, sem ele, não haveria médicos, advogados, engenheiros, físicos, policiais, juízes e tantas outras profissões que dependem do ensino das letras nas escolas para existirem.

Sempre fui um grande defensor da educação de qualidade, pois somente através do ensino público, gratuito e de qualidade, um país pode alcançar a verdadeira democracia, de um governo “do povo, pelo povo e para o povo”.

O Uol noticiou hoje que o Ministério da Educação (MEC) vai investir R$ 1,9 bilhão na formação de novos professores, oferecendo 330 mil vagas em cursos superiores de licenciatura para professores que já atuam nas redes públicas de ensino, que não possuem formação em nível de licenciatura ou a possuem em áreas diferentes das que lecionam. De acordo com o Ministério, cerca de 600 mil professores estão nas redes públicas sem a formação adequada.

Essas e outras medidas fazem parte do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação, lançado pelo MEC. Além das vagas ofertadas, haverá a implementação de piso salarial mínimo para os docentes, fixado em R$ 950. Em 2009, para estados e municípios que não consigam bancar os salários dos professores, o governo federal disponibilizará R$ 500 milhões. Para 2010, o valor investido será de R$ 750 milhões para esse fim.

Essas medidas são positivas, contudo não vão solucionar em um passe de mágica o problema da educação no país. De fato a educação tem andado esquecida pelos últimos governos, porém acredito que o governo Lula poderia ter tomado parte do problema há mais tempo, quem sabe durante os primeiros quatro anos de mandato. Espero, sinceramente, que os docentes sejam mais capacitados para o exercício do ministério e vocação a que foram chamados, porém que haja maior valorização por parte dos governos e também dos alunos da importância ímpar que tão nobre profissional possui na construção de uma nação livre, justa e igualitária, conforme quer nossa Constituição Federal.

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Secretaria de Educação distribui livros com conteúdo sexual para crianças de 9 anos em SP

Alguns meses depois de a mesma Secretaria de Educação do governo paulista distribuir livros didáticos de geografia que traziam em suas páginas dois Uruguais e o Paraguai colocado no lugar errado, uma nova distribuição de livros às crianças paulistas chama a atenção.

A Folha de S.Paulo noticiou hoje que a Secretaria de Educação de São Paulo distribuiu às escolas estaduais 1.216 exemplares do livro “Dez na área, um na banheira e ninguém no gol”, contendo 11 histórias escritas por diversos autores, com temas relacionados ao futebol, porém algumas com conotações sexuais. A distribuição dos livros faz parte do programa Ler e Escrever, do governo paulista. O título seria usado como material de apoio para alfabetização de crianças da terceira série, de aproximadamente nove anos de idade.

A obra, que contém histórias em quadrinhos, é recheada de expressões de baixo calão, como “cu”, “chupa rola” e “chupava ela todinha”, além de outras preciosidades do vocabulário chulo brasileiro.

O governo de São Paulo disse, em nota, que os livros foram recolhidos e que foi instaurada sindicância para apurar a responsabilidade de quem escolheu a obra para figurar no catálogo de livros a serem lidos pelas crianças do estado.

Segundo o cartunista Caco Galhardo, autor de uma das histórias mais criticadas do livro, este não era destinado a alunos da faixa etária a que foi proposta, e que os responsáveis pela escolha da obra não o haviam lido para incluí-lo na lista.

É absurdo ver que as pessoas que deveriam prezar pela escolha de obras de conteúdo pedagógico adequadas para crianças em idade de desenvolver a leitura tenham tanta falta de cuidado em incluir livros que, para pessoas mais velhas, podem ser instrutivos ou divertidos, porém para crianças não o são. O Brasil precisa, urgentemente, de leitores, conscientes, que saibam a importância que os livros possuem na formação da opinião popular. E é na escola que as crianças aprenderão a ler, sendo necessário que o façam a partir de obras e autores de qualidade e com compromisso com sua formação intelectual e moral.

Enem deverá ser obrigatório para alunos da rede pública

É sabido que o Brasil necessita urgentemente de uma revolução, não pelas armas ou pela violência. Necessita de uma revolução educacional, que dê a todos igualmente o direito à educação pública, gratuita e de qualidade.

Um dos homens públicos que eu mais admiro neste país é Cristóvam Buarque. O esforço que esse nobre senador fez no passado e faz até hoje por uma educação digna a todos, propondo essa “revolução” na educação, que, certamente, não para agora, mas para um prazo mais longo, alteraria de fato os rumos da nação, é algo impressionante. Não é à toa que, em 2006, ele contou com meu voto no primeiro turno das eleições presidenciais.

A Folha de S.Paulo de hoje, no caderno Cotidiano, trouxe uma feliz notícia: o MEC (Ministério da Educação e Cultura) quer transformar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como obrigatório para todos os estudantes formandos do ensino médio. O exame seria exigido do aluno para obtenção de diploma. Assim, além de servir como prova para ingresso em universidades ou composição de nota no vestibular tradicional, e para concessão de bolsas no Prouni (Programa Universidade para Todos), o Enem traria um retrato mais próximo ao real de a quantas anda a educação no Brasil.

O uso do Enem como prova única para os vestibulares de todo o país é algo que apenas demandará um pouco de tempo para acontecer. Isso vai possibilitar o acesso de alunos de mais baixa renda à educação superior pública, já que é no mínimo absurdo uma universidade federal ou estadual cobrar aproximadamente R$ 100 para uma inscrição no exame vestibular.

Contudo, uma parte da notícia me deixou um pouco preocupado. Desde 2003, é obrigatório o ensino sobre a História da África (!!!) nas grades curriculares de todo o Brasil. Apesar de a lei não ser tão cumprida e de não ser toda escola que se dedica a essa nobre missão, o conteúdo será cobrado no novo Enem, a partir deste ano, ao lado de outras disciplinas como políticas afirmativas, esporte e dança, linguagens artísticas e linguagens corporais. O estudante brasileiro, salvo raras exceções, não tem contato frequente com a história de seu país, muitas vezes não sabe o que ocorreu no passado em nossa nação para que hoje sejamos quem somos. Sem saber isso, o estudante será obrigado a saber da história da África? É no mínimo preocupante isso, pra não dizer outra coisa.

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