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Posts Etiquetados ‘diário de viagem’

¡Mi Buenos Aires querido! #3

¡Hola, chicos!

O terceiro dia de nosso mochilão pela Argentina começou com um ônibus logo após o café da manhã. Dica importante para quem vai andar de ônibus aqui: sempre carregue moedas no bolso, pois os coletivos de Buenos Aires não aceitam cédulas. No interior de cada ônibus há uma espécie de cofre automático no qual se insere moedas (a máquina dá o troco e um ticket da passagem). O preço médio do ônibus por aqui é de AR$ 1,25, muito barato se comparado com o Brasil (algo em torno de R$ 0,70).

La Bombonera

O coletivo nos levou ao bairro de La Boca, onde visitamos o estádio La Bombonera, sede do Club Atlético Boca Juniors. A primeira fase do passeio é uma visita ao Museo de La Pasión Boquense que, como o nome sugere, guarda inúmeras recordações dos sucessos do Boca Juniors no futebol argentino e mundial. Galeria de fotografias de jogadores e técnicos, títulos, conquistas e glórias do clube porteño. Há, em exposição, inclusive, uma camiseta do Santos usada por Pelé (que foi melhor que Maradona) e outros adereços do futebol brasileiro. Como não poderia faltar, há fotografias e uma estátua de Maradona (que não foi tão bom quanto Pelé) que, como pudemos perceber por aqui, é comparado a Deus em camisetas e outras lembranças de Buenos Aires.

Em seguida, fizemos um tour pelo estádio, guiados por uma simpática argentina. No grupo, havia brasileiros, alemães, colombianos e pessoas de outras nacionalidades. A visita teve início pelas arquibancadas do estádio, passando em seguida pelo campo, pela sala de imprensa e vestiários. É claro que tiramos muitas fotos.

Nas proximidades de La Bombonera há diversas lojinhas de souvenirs temáticos do Boca e da Seleção Argentina. Logo em frente o estádio, almoçamos em um restaurante bem temático do Boca. Qual não foi nossa surpresa quando vimos que ali estavam diversos jogadores da equipe, inclusive o Riquelme. O cardápio foi um dos pratos típicos do país, o bife de chorizo, bem gorduroso e mal-passado, acompanhado de salada de alface e tomate e pães. Muito bom o prato, sem dúvida. Para complementar a refeição, uma legítima Quilmes argentina estupidamente gelada.

Bife de chorizo con ensalada

Depois, a pé mesmo, fomos até o Caminito, um dos melhores exemplos de maquiagem urbana que existe no mundo. Na verdade era uma favela, porém toda pintadinha de diversas cores, que a faz parecer um lugar muito bonito. Em uma das ruas há diversos bares com shows gratuitos de tango a todo o tempo, com direito a tirar fotografias com as bailarinas (ou com os bailarinos, a depender do gosto). Sempre fomos abordados por funcionários dos bares, muitos deles falando em português e demonstrando um profundo conhecimento do futebol brasileiro.

Caminito

O local é uma miscelânea de muitas culturas. Ouve-se várias línguas e vê-se pessoas de muitas nacionalidades. Interessantíssimo o lugar.

A noite promete um show de tango em um local incrível, em La Boca, com direito a vinho argentino, jantar e sobremesa típicos.

A programação de hoje seria visitar a Recoleta, contudo o tempo não nos permitiu. Assim, o faremos amanhã.

¡Buenas noches, amigos!

¡Mi Buenos Aires querido! #2

¡Buenas, amigos!

Estamos no segundo dia de nossa viagem de mochilão por Buenos Aires. Devidamente descansados, às 9h acordamos e tomamos o café do hostel, surpreendentemente gostoso, com pães, sucos, frutas, bolos, cereais, leite e café, considerando-se que a tarifa daqui é de US$ 9 a diária.

Mausoléu do General José de San Martin, na Catedral Metropolitana

Na saída do hostel, logo na primeira banca de revistas, adquirimos um Guia T, indispensável para quem vem mochilar em Buenos Aires. Nele há mapas da cidade toda, linhas de ônibus (autobus) e metrô (subte), informações turísticas importantes, etc. É muito fácil andar aqui e o guia facilita mais ainda a vida do mochileiro.

O Cabildo - Plaza de Mayo

A primeira passagem do dia foi pela Plaza de Mayo, que concentra alguns dos principais pontos turísticos de Buenos Aires. Ali ficam o Cabildo (sede do antigo governo colonial espanhol), a Casa de Gobierno (Casa Rosada – sede do Governo Federal), o Banco de la Nación Argentina e a Catedral Metropolitana de Buenos Aires.

A melhor impressão que ficou da primeira parte do dia, com certeza, foi quanto à Catedral. Digo que é o templo religioso mais lindo que conheci. A começar pela fachada, com suas colunas imponentes. O interior, então, é magnífico. Retábulos gigantes, muito bem ornamentados. Na Catedral jazem os ossos do Gereral José de San Martin, libertador da Argentina, Chile, Peru e outros países da América Latina.

Em seguida, tomamos o metrô e rumamos para Palermo. Em um simpático café-restaurante, tomamos algumas Brahmas geladas, acompanhadas de papas (batatas) fritas, amendoins e salgadinhos do tipo pimentinha. A Brahma, marca brasileira da Ambev que é exportada para muitos países do mundo, fabricada aqui na Argentina, é, sem dúvida nenhuma, melhor que a do Brasil (espero que não dê o efeito majestade posteriormente). A embalagem é de 650ml e o teor alcoólico é um pouco superior ao brasileiro (5%). O melhor desse café-restaurante é que, na compra de duas Brahmas, ganha-se uma de presente! Além disso, ensinamos ao garçom como se pedir cerveja à moda brasileira.

Tome 2 Brahmas e ganhe 1 de presente!

Depois, conhecemos um parque muito bacana em Palermo, chamado Rosedal, com inúmeros jardins, lagoa com patos e etc. Muitíssimo bem cuidado, se tocar com a ponta do sapato na grama já vem alguém apitando mandando tirar o pé dali. Fizemos muitas fotos, pois o local vale a pena conhecer.

A bordo de um ônibus, retornamos ao centro da cidade e constatamos que é realmente fácil andar em Buenos Aires. O tempo fechou um pouco, começou a chover, porém não tivemos dificuldades para chegar ao hostel. Sem antes, entretanto, fazer algumas fotos de um dos monumentos mais conhecidos da cidade, o Obelisco da Plaza de La Republica, que fica no cruzamento entre as avenidas 9 de Julio e de Mayo – esta conhecida como Eixo Cívico, pois liga a Casa Rosada à sede do Congreso Nacional.

O Obelisco

Por fim, debaixo de chuva, retormanos ao hostel. A programação para amanhã é conhecermos La Boca – inclusive o estádio do glorioso Club Atletico Boca Juniors, La Bombonera – o Caminito e o Cementerio de Recoleta, onde se encontram os restos mortais de Evita Perón.

¡Buenas noches!

PS.: O dia hoje começou muito bom e positivo, com notícias positivas do Brasil. Lula sancionou o PLC 183/09, o que significa que, provavelmente, já estarei nomeado para o TRT da 2ª Região quando voltar ao Brasil.

¡Mi Buenos Aires querido! # 1

Buenas, amigos!

Depois de alguns dias sem postar nada, volto ao o carrinhodepipoca.com com uma proposta diferente. Trata-se de um diário de viagem. Com alguns anos de atraso, finalmente consegui vir a Buenos Aires, de onde postarei nos próximos dias.

O dia começou cedo. Às 4 da manhã levantei-me, na casa do Mário Diamente, em Belo Horizonte, e peguei o Conexão Aeroporto, com destino a Confins (do mundo… Onde já se viu um aeroporto de capital ficar a 40km do centro da cidade?).

Voo 6774 da Webjet, sobrevoando a Região Metropolitana de BH

Meu voo pra Guarulhos estva programado para as 07h00, pela Webjet (bem mais em conta do que ônibus!), mas o inferno começou quando vi na tela da sala de embarque que o mesmo estava atrasado. Após 40 minutos, finalmente embarquei e, menos de uma hora depois, pousei em Cumbica. Lá, encontrei com o Francisco Junior, que, por sua vez, havia chegado a Sampa pela União, visto que saiu direto de Passos.

Por questões operacionais de aproximadamente R$ 30, embarquei para Ezeiza pela Gol às 10h50, enquanto o voo do Francisco pela Tam sairia três horas depois.

Às 12h40, hora local, o Boeing 737-800 pousou em solo argentino. Realizados os procedimentos de praxe, rumei para o saguão do aeroporto, para esperar o Xico. Por mais que tentasse, não consegui achar uma única tomada sequer para carregar o notebook e passar o tempo. Em não tendo mais nada para se fazer, prossegui na leitura de “O menino do pijama listrado”, que começara a ler no avião.

Por volta de 16h40, o Xico saiu da sala de desembarque e, por merrecas AR$ 90, pegamos um remi (espécie de táxi), que nos trouxe ao Che Lagarto Hostel, onde estamos hospedados em quarto coletivo – que por enquanto só tem nós dois.

Já chegando, tivemos alguns problemas. O primeiro deles foi com as tomadas. A maioria das tomadas da Argentina têm um padrão que é praticamente inexistente no Brasil (salvo alguns equipamentos de ar condicionado e fornos elétricos antigos). Os que estamos acostumados – dois pinos redondos ou dois pinos chatos – são raridade por aqui. Assim, precisamos comprar um adaptador que, na pressa e na necessidade, nos saiu por AR$ 15.

Outro problema que tivemos, já resolvido, foi quanto aos lockers do albergue. Os albergues que conheço possuem amplos e espaçosos lockers, com espaço de sobra para guarda de grandes volumes. Ao chegar aqui, encontramos apenas pequenos escaninhos pagos, que mal davam para acomodar a bagagem de mão.

Típico café porteño, com sua fachada original porém detonada pelo ar-condicionado externo

Já hospedados e acomodados, saímos a explorar a região do hostel, o bairro de San Telmo, região central de Buenos Aires. Edificações visivelmente antigas, algumas delas muito mal-cuidadas, porém sem perder parte de sua beleza, recheiam o bairro. Fizemos algumas fotos, brincando com as funções de nossas câmeras amadoras. Com fome, encontramos uma casa de massas chamada Las Leñas, onde, por AR$ 3, comemos deliciosas esfirras – empanadas, como dizem por aqui – com uma massa muito boa.

Em seguida, fomos a um restaurante (caro, é verdade), onde tomamos a hexacentenária cerveja belga (porém fabricada na Argentina) Stella Artois, de um litro, acompanhada de pães, biscoitinhos e um negócio de berinjela, que não me apetece muito. Por fim, retornamos ao hostel, curtindo o calor quase passense da capital porteña, em um jardim muito interessante que há por aqui.

Com resultado de um primeiro dia de passeio, fizemos algumas constatações. A primeira – e mais óbvia delas – é que uma das grandes vantagens de ser brasileiro é morar na América e não precisar falar espanhol. Apesar da aparente facilidade que o brasileiro pensa ter de dominar o idioma espanhol, na prática é algo muito diferente. Contudo a comunicação não é das mais difíceis e, passo a passo, vamos nos acostumando com as peculiaridades da língua.

Outra constatação é que Buenos Aires é uma cidade de uma bela arquitetura, porém precisa de um melhor cuidado com seu patrimônio histórico e cultural. As ruas de San Telmo são sujas, com muito lixo espalhado e fezes de animais por todo lado. Há uma imensa concentração de cães pelas ruas, em cada esquina se vê um cachorro, vadio ou não.

O transporte coletivo de Buenos Aires, dizem, é um dos mais eficientes do mundo!

Carros que são velhos conhecidos nosso no Brasil também há aos montes por aqui. Milles, Corsas, Merivas, Gols, entre outros, existem por todos os lados!

Uma coisa que não experimentamos, mas o faremos amanhã, quando iremos conhecer Palermo, foi o transporte público. Contudo é fato que os ônibus que circulam por esta região são muito antigos, bem parecidos com os que vemos em filmes sobre países subdesenvolvidos.

Por hoje é só. Amanhã traremos novas notícias direto de Buenos Aires.

¡Buenas noches!

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