Carrinho de Pipoca

Nas melhores esquinas, perto de você!

Posts com Tag ‘diário de viagem’

¡Mi Buenos Aires querido! #7

Posted by Luiz Claudio em 30/11/2009

¡Hola, chicos!

Infelizmente, chegamos ao fim de nosso passeio por Buenos Aires.

Estávamos adiando, por causa da chuva que dia sim dia não cai por aqui, o passeio ao Cemitério de La Recoleta, onde estão sepultados grandes ícones da história argentina.

O cemitério é um local interessante, com grandes tumbas, dos mais diversos tipos e estilos. O interessante é que, ao contrário do costume brasileiro, os caixões dos defuntos não são enterrados ou colocados em gavetas subterrâneas. Ficam expostos dentro das tumbas, que normalmente têm altares com imagens, crucifixos, menorás e outros adereços religiosos.

Fachada (em reforma) do Cementerio de La Recoleta

Outra coisa bacana, também, é que nos sepulcros há muitas placas com homenagens dos amigos e familiares dos falecidos, por ocasião dos aniversários de morte ou de nascimento dos que se foram. Durante o percurso, pode-se ver, também, alguns gatos. É costume das famílias levar um gato por ocasião do enterro dos finados, para que eles combatam os ratos que destroem os caixões e, por conseguinte, os corpos dos mortos.

 

 

Túmulo de Evita Perón

O túmulo mais famoso do cemitério é o de Eva Perón, a Evita, grande figura da história argentina. Contudo, é um túmulo simples, de propriedade da família, mas muito visitado no local.

 

Em seguida, fomos a Puerto Madero, uma área de antigos armazéns que foi transformada em circuito turístico. No local, muitos restaurantes, lanchonetes e sorveterias. Aproveitamos para almoçar no famoso Siga La Vaca, onde, por AR$ 45 por pessoa, come-se a vontade, com direito a um litro de refrigerante e sobremesas à escolha.

E aqui termina nosso relato de viagem pela Argentina. Foram sete dias de curtição, troca de experiências, muitas risadas e bons passeios. Eu, pelo menos, espero voltar em breve, pois a cidade é muito bela.

Amanhã, conforme prometido, postarei um completo guia de viagem para mochileiros, com dicas importantes para se conhecer a capital argentina gastando pouco e curtindo muito!

¡Buenas noches, amigos!

Enviado em Turismo | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

¡Mi Buenos Aires querido! #6

Posted by Luiz Claudio em 29/11/2009

¡Hola, chicos!

E vamos chegando ao final do passeio, falta só mais um dia :( .

O dia amanheceu chuvoso. Pela manhã, participamos da missa na Catedral Metropolitana de Buenos Aires. Quando visitamos o templo na quarta-feira, fiquei encantado pelo som do órgão de tubos e decidi ir à missa para ouvi-lo melhor. Fascinante o som do instrumento. No momento da distribuição da comunhão, foi tocado “Meia noite, cristãos!”, hino natalino que gosto muito (lembrando que hoje entramos na estação litúrgica do Advento, por isso muitas canções natalinas soarão agora). Ao final da missa, foi executado o hino “Louvor” (65 HNC), um do meus prediletos do hinário.

Secretaria de Cultura de Buenos Aires

Após a missa, fomos ao Palacio del Gobierno de la Ciudad Autonoma de Buenos Aires, que fica em frente à Catedral. Buenos Aires é uma cidade autônoma, com governo distinto do executivo nacional. Pelo que foi explicado pela simpática guia, é o único ente administrativo do país que goza de autonomia (nem as províncias são autônomas – só existem por mera divisão territorial – e os municípios não são completamente autônomos). O prédio é muito bacana, em estilo espanhol, construído no século XIX. Ao lado do Palacio del Gobierno, está a Secretaria de Cultura da cidade, construção em estilo eclético erguida no início do século passado, que serviu como instalações do periódio La Prensa. O prédio é belíssimo, com vários pisos. Em um deles, há um auditório com pinturas nas paredes e no teto, porém desfigurado de seus detalhes originais pelo tempo e pelas dívidas (a família proprietária do prédio, no passado, para saldar débitos do periódico, vendeu as cadeiras e lustres originais do auditório).

Pela primeira vez na viagem, ouvimos falar sobre a influência da Maçonaria na história do país. Disse a guia que o proprietário do periódico era maçom e, por isso, gravou diversos símbolos maçônicos no prédio.

Após a visita, conhecemos a feira de artesanato e antiguidades de San Telmo, próximo ao hostel. São vários quarteirões com muitas barraquinhas de artesanato, lojas e mais lojas de antiguidade. Coisas lindíssimas e, de certa forma, muito baratas.

Na esquina das calles (ruas) Chile e Defensa, está a estátua interativa da Mafalda, de Quino, símbolo das histórias em quadrinho argentinas. Como sou fã da Mafalda, não poderia faltar uma foto!

Mafalda e eu :D

Pouco acima, ainda na calle Defensa, tem uma sorveteria Freddo. Excelente o sorvete, muito bom mesmo. Bem carinho (AR$ 15 – 2 bolas de sorvete), porém o sabor compensou o que foi pago.

Após algumas compras (inclusive de partituras de tango para piano) e muitas fotos, retornamos ao hostel, extremamente cansados e molhados pela chuva que caiu o dia todo – inclusive até agora – em Buenos Aires.

Feira de San Telmo

Dica importante para os mochileiros: usem as cozinhas dos hostels, pois economiza-se muito com comida, principalmente em dias como hoje. Por AR$ 19, compramos 4 miojos e uma Pepsi 2 litros.

Enquanto comíamos na cozinha, conversamos com uma família carioca que está hospedada aqui, e que tem o mesmo desejo que nós: comer arroz e feijão assim que chegar ao Brasil!

Por hoje é só. Veremos se, amanhã, o tempo nos permite conhecer o cemitério de Recoleta, passeio que estamos adiando desde o dia em que chegamos! E, também, como não pode faltar, visitaremos Puerto Madero.

¡Buenas noches, chicos!

P.S.: Final de semana trágico no futebol brasileiro. Corinthians entrega o jogo e o Flamengo assume a liderança do Brasileirão. São Paulo é goleado pelo Goiás e vai parar na quarta posição da tabela. Infelizmente, como em tantos outros anos, o campeonato se decidirá na base do tapetão e das malas de dinheiro.

Enviado em Turismo | Etiquetado: , , | 1 Comentário »

¡Mi Buenos Aires querido! #5

Posted by Luiz Claudio em 28/11/2009

¡Hola, chicos!

Ficar hospedado em hostel (albergue) é, sem dúvida, uma experiência inigualável. Nesses cinco dias de viagem, passaram pelo nosso quarto um peruano, um neozelandês, uma alemã e uma espanhola. Hoje, ainda, há duas garotas no quarto, porém não sabemos ainda a nacionalidade delas.

Tivemos mais contato com Wayne, um neozelandês investidor em ações e fundos de empresas por vários países do mundo. Não tivemos dificuldade em nos comunicarmos com ele, visto que, além do inglês – idioma oficial de seu país – ele falava espanhol. Nosso “portunhol” não foi dificuldade para a comunicação, pois dominamos um pouco do inglês também. Conversamos sobre política, economia e até citações de Maquiavel houve no papo.

Depois de um esquenta com chopp e cervejas long neck no hostel, partimos para uma balada em uma boate chamada Museo. A noite de Buenos Aires normalmente começa tarde, depois da uma da manhã. As boates, antes das festas, servem jantar, por isso as baladas começam mais tarde.

Wayne, Luiz Claudio e Francisco, na balada porteña

A festa é bastante animada, com muita música latina, brasileira e algumas velhas conhecidas nossas do circuito eletrônico mundial. Durante a balada rolou desfile de argentinas de lingerie, mas as chicas porteñas são menos atiradas que isso. Não é fácil conversar com elas, pois normalmente elas ficam em seus grupinhos. Elas não encaram as pessoas, principalmente os estrangeiros. Por aqui não tem o lance de ir a festas para ficar com as garotas, mesmo para os nativos. Pelo que constatamos, o que rola, na verdade, é combinar encontros com elas depois das baladas.

O dia hoje começou tarde, perdemos o horário do café da manhã do hostel e, famintos, saímos a caminhar pela Avenida 9 de Julio, a mais larga do mundo, e comemos no Burger King. Em seguida, pegamos o metrô até Retiro e dali rumamos de trem para Tigre, município vizinho que é uma espécie de estância turística que fica no delta do Rio Paraná. Por AR$ 1,35 (menos que R$ 0,70) embarcamos no trem, cuja viagem durou uma hora. O trem é um tanto quanto sujo e a cada estação embarcam figuras dos mais diversos tipos. Vendedores de canetas, chocolates, bebidas, entre outras coisas. Em uma das estações, especialmente, embarcou um velhinho com poucos dentes na boca, com uma sanfona. A cena foi deveras engraçada e começamos a rir daquilo tudo. Os argentinos, muito sérios, que estavam no trem, começaram a rir de nossas risadas. O sanfoneiro ainda levou AR$ 0,75 de groja! Vejam o vídeo:

Tigre

Tigre é um lugar muito bonito e bem cuidado pela prefeitura local. Os semáforos só servem mesmo de enfeite, já que, em cada esquina, há um guarda de trânsito que, no exato momento em que o pedestre pisa na faixa, apita determinando a parada de todos os carros.

Por AR$ 30, realizamos um passeio de uma hora, em barco, por diversos rios que compõem o delta do Paraná. O percurso é de cerca de 15km e, nas margens, pode-se ver diversas casas, escola, igrejas, restaurantes, clubes, parques de diversão, etc. Valeu cada centavo pago.

Após o passeio, tomamos uma Quilmes com papas fritas e amendoim em um restaurante da orla. Minutos depois, embarcamos novamente de trem para Retiro.

Na saída da estação, uma cena engraçada porém um tanto quanto asquerosa: Uma senhora, aparentemente moradora de rua, urinava na parede externa do prédio, no meio do movimento de pessoas que transitavam de um lado para o outro.

De frente a estação Retiro, um monumento muito belo: a Torre dos Ingleses, doação dos imigrantes ingleses por ocasião do centenário da revolução de maio de 1810.

Torre dos Ingleses

Em seguida, tomamos o metrô e, minutos depois, estávamos de volta ao hostel.

A programação para a noite de hoje é fotografar alguns outros monumentos, comer alguma coisa e depois retornar para o repouso.

Amanhã visitaremos a feira de San Telmo, bairro da região central de Buenos Aires que concentra muitos artesãos e dançarinos de tango pelas suas ruas. Em uma das esquinas do bairro (na verdade, em Monserrat), existe uma escultura interativa da Mafalda, personagem de Quino que é símbolo da cultura HQ argentina. Quero tirar foto com ela!

Por hoje, é só. O passeio está chegando ao fim, porém tem sido por demais produtivo. Na terça-feira, quando se encerrar a odisseia dos mochileiros por Buenos Aires, farei um completo guia de viagem com orientações a quem pretende conhecer a cidade! Não percam!

¡Buenas noches!

PS.: O dia hoje foi especial pois as notícias que vieram do Brasil ontem são alvissareiras. Fui nomeado para meu cargo de Técnico do TRT da 2ª Região. Tão logo volte ao Brasil, pretendo me apresentar e assumir meu novo cargo!

Enviado em Turismo | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

¡Mi Buenos Aires querido!#4

Posted by Luiz Claudio em 27/11/2009

¡Buenas, chicos!

O relato de hoje começa, na verdade, ontem. Depois do post anterior, por volta de 21h, horário local, fomos conduzidos por uma van ao show de tango, cujo nome é BocaTango, localizado nas proximidades de La Bombonera. A princípio, nos assustamos com a faixa etária do pessoal da van, cuja idade somada deve passar de mil anos. Ao chegarmos ao show, constatamos que éramos os mais jovens no local, porém nem ligamos para isso.

Antes do show, entretanto, nos foi servido o jantar. Como entrada, uma deliciosa salada Caesar e, como prato principal, o onipresente bife de chorizo argentino, acompanhado de um vinho da região de Mendoza. Para a sobremesa, sorvete com calda de chocolate. Em seguida, o show teve início. Bailarinas lindas, sensuais e muito bem ensaiadas. Cantores com vozes fantásticas e uma orquestra maravilhosa. Nem vimos o tempo passar, para que o show durou poucos minutos, diante da grandiosidade do espetáculo.

A sensação ficava melhor ainda, pois estávamos em La Boca, o lugar onde o tango nasceu, efetivamente. Infelizmente, não era permitido tirar fotos do show, mas antes tiramos algumas fotos do local. Vejam a luxuosidade do salão, que tem anexo um museu do tango.

O dia hoje amanheceu chuvoso. Como o Xico precisava trocar mais moeda, fomos até a Avenida Sarmiento, centro do câmbio monetário de Buenos Aires. Qual não foi surpresa dele quando viu que a cotação de hoje do peso está muito inferior à do dia em que chegamos. Assim, ele ganhou um bom dinheiro em cima dos reais que tinha.

No meu caso, eu precisava sacar dinheiro em um dos caixas eletrônicos aqui. Fui até ao Banco do Brasil, onde fui atendido por um gerente que não falava português. Porém foi fácil achar um banco conveniado para que sacasse em pesos.

Em seguida, rolou um almoço em um restaurante próximo ao banco e, por fim, retornamos ao hostel.

Hoje vamos pegar balada em Buenos Aires, não sem antes curtir o happy hour do pub do hostel que começa daqui a pouco.

¡Buenas tardes, chicos!

Enviado em Turismo | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

¡Mi Buenos Aires querido! #3

Posted by Luiz Claudio em 26/11/2009

¡Hola, chicos!

O terceiro dia de nosso mochilão pela Argentina começou com um ônibus logo após o café da manhã. Dica importante para quem vai andar de ônibus aqui: sempre carregue moedas no bolso, pois os coletivos de Buenos Aires não aceitam cédulas. No interior de cada ônibus há uma espécie de cofre automático no qual se insere moedas (a máquina dá o troco e um ticket da passagem). O preço médio do ônibus por aqui é de AR$ 1,25, muito barato se comparado com o Brasil (algo em torno de R$ 0,70).

La Bombonera

O coletivo nos levou ao bairro de La Boca, onde visitamos o estádio La Bombonera, sede do Club Atlético Boca Juniors. A primeira fase do passeio é uma visita ao Museo de La Pasión Boquense que, como o nome sugere, guarda inúmeras recordações dos sucessos do Boca Juniors no futebol argentino e mundial. Galeria de fotografias de jogadores e técnicos, títulos, conquistas e glórias do clube porteño. Há, em exposição, inclusive, uma camiseta do Santos usada por Pelé (que foi melhor que Maradona) e outros adereços do futebol brasileiro. Como não poderia faltar, há fotografias e uma estátua de Maradona (que não foi tão bom quanto Pelé) que, como pudemos perceber por aqui, é comparado a Deus em camisetas e outras lembranças de Buenos Aires.

Em seguida, fizemos um tour pelo estádio, guiados por uma simpática argentina. No grupo, havia brasileiros, alemães, colombianos e pessoas de outras nacionalidades. A visita teve início pelas arquibancadas do estádio, passando em seguida pelo campo, pela sala de imprensa e vestiários. É claro que tiramos muitas fotos.

Nas proximidades de La Bombonera há diversas lojinhas de souvenirs temáticos do Boca e da Seleção Argentina. Logo em frente o estádio, almoçamos em um restaurante bem temático do Boca. Qual não foi nossa surpresa quando vimos que ali estavam diversos jogadores da equipe, inclusive o Riquelme. O cardápio foi um dos pratos típicos do país, o bife de chorizo, bem gorduroso e mal-passado, acompanhado de salada de alface e tomate e pães. Muito bom o prato, sem dúvida. Para complementar a refeição, uma legítima Quilmes argentina estupidamente gelada.

Bife de chorizo con ensalada

Depois, a pé mesmo, fomos até o Caminito, um dos melhores exemplos de maquiagem urbana que existe no mundo. Na verdade era uma favela, porém toda pintadinha de diversas cores, que a faz parecer um lugar muito bonito. Em uma das ruas há diversos bares com shows gratuitos de tango a todo o tempo, com direito a tirar fotografias com as bailarinas (ou com os bailarinos, a depender do gosto). Sempre fomos abordados por funcionários dos bares, muitos deles falando em português e demonstrando um profundo conhecimento do futebol brasileiro.

Caminito

O local é uma miscelânea de muitas culturas. Ouve-se várias línguas e vê-se pessoas de muitas nacionalidades. Interessantíssimo o lugar.

A noite promete um show de tango em um local incrível, em La Boca, com direito a vinho argentino, jantar e sobremesa típicos.

A programação de hoje seria visitar a Recoleta, contudo o tempo não nos permitiu. Assim, o faremos amanhã.

¡Buenas noches, amigos!

Enviado em Turismo | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

¡Mi Buenos Aires querido! #2

Posted by Luiz Claudio em 25/11/2009

¡Buenas, amigos!

Estamos no segundo dia de nossa viagem de mochilão por Buenos Aires. Devidamente descansados, às 9h acordamos e tomamos o café do hostel, surpreendentemente gostoso, com pães, sucos, frutas, bolos, cereais, leite e café, considerando-se que a tarifa daqui é de US$ 9 a diária.

Mausoléu do General José de San Martin, na Catedral Metropolitana

Na saída do hostel, logo na primeira banca de revistas, adquirimos um Guia T, indispensável para quem vem mochilar em Buenos Aires. Nele há mapas da cidade toda, linhas de ônibus (autobus) e metrô (subte), informações turísticas importantes, etc. É muito fácil andar aqui e o guia facilita mais ainda a vida do mochileiro.

O Cabildo - Plaza de Mayo

A primeira passagem do dia foi pela Plaza de Mayo, que concentra alguns dos principais pontos turísticos de Buenos Aires. Ali ficam o Cabildo (sede do antigo governo colonial espanhol), a Casa de Gobierno (Casa Rosada – sede do Governo Federal), o Banco de la Nación Argentina e a Catedral Metropolitana de Buenos Aires.

A melhor impressão que ficou da primeira parte do dia, com certeza, foi quanto à Catedral. Digo que é o templo religioso mais lindo que conheci. A começar pela fachada, com suas colunas imponentes. O interior, então, é magnífico. Retábulos gigantes, muito bem ornamentados. Na Catedral jazem os ossos do Gereral José de San Martin, libertador da Argentina, Chile, Peru e outros países da América Latina.

Em seguida, tomamos o metrô e rumamos para Palermo. Em um simpático café-restaurante, tomamos algumas Brahmas geladas, acompanhadas de papas (batatas) fritas, amendoins e salgadinhos do tipo pimentinha. A Brahma, marca brasileira da Ambev que é exportada para muitos países do mundo, fabricada aqui na Argentina, é, sem dúvida nenhuma, melhor que a do Brasil (espero que não dê o efeito majestade posteriormente). A embalagem é de 650ml e o teor alcoólico é um pouco superior ao brasileiro (5%). O melhor desse café-restaurante é que, na compra de duas Brahmas, ganha-se uma de presente! Além disso, ensinamos ao garçom como se pedir cerveja à moda brasileira.

Tome 2 Brahmas e ganhe 1 de presente!

Depois, conhecemos um parque muito bacana em Palermo, chamado Rosedal, com inúmeros jardins, lagoa com patos e etc. Muitíssimo bem cuidado, se tocar com a ponta do sapato na grama já vem alguém apitando mandando tirar o pé dali. Fizemos muitas fotos, pois o local vale a pena conhecer.

A bordo de um ônibus, retornamos ao centro da cidade e constatamos que é realmente fácil andar em Buenos Aires. O tempo fechou um pouco, começou a chover, porém não tivemos dificuldades para chegar ao hostel. Sem antes, entretanto, fazer algumas fotos de um dos monumentos mais conhecidos da cidade, o Obelisco da Plaza de La Republica, que fica no cruzamento entre as avenidas 9 de Julio e de Mayo – esta conhecida como Eixo Cívico, pois liga a Casa Rosada à sede do Congreso Nacional.

O Obelisco

Por fim, debaixo de chuva, retormanos ao hostel. A programação para amanhã é conhecermos La Boca – inclusive o estádio do glorioso Club Atletico Boca Juniors, La Bombonera – o Caminito e o Cementerio de Recoleta, onde se encontram os restos mortais de Evita Perón.

¡Buenas noches!

PS.: O dia hoje começou muito bom e positivo, com notícias positivas do Brasil. Lula sancionou o PLC 183/09, o que significa que, provavelmente, já estarei nomeado para o TRT da 2ª Região quando voltar ao Brasil.

Enviado em Turismo | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

¡Mi Buenos Aires querido! # 1

Posted by Luiz Claudio em 24/11/2009

Buenas, amigos!

Depois de alguns dias sem postar nada, volto ao o carrinhodepipoca.com com uma proposta diferente. Trata-se de um diário de viagem. Com alguns anos de atraso, finalmente consegui vir a Buenos Aires, de onde postarei nos próximos dias.

O dia começou cedo. Às 4 da manhã levantei-me, na casa do Mário Diamente, em Belo Horizonte, e peguei o Conexão Aeroporto, com destino a Confins (do mundo… Onde já se viu um aeroporto de capital ficar a 40km do centro da cidade?).

Voo 6774 da Webjet, sobrevoando a Região Metropolitana de BH

Meu voo pra Guarulhos estva programado para as 07h00, pela Webjet (bem mais em conta do que ônibus!), mas o inferno começou quando vi na tela da sala de embarque que o mesmo estava atrasado. Após 40 minutos, finalmente embarquei e, menos de uma hora depois, pousei em Cumbica. Lá, encontrei com o Francisco Junior, que, por sua vez, havia chegado a Sampa pela União, visto que saiu direto de Passos.

Por questões operacionais de aproximadamente R$ 30, embarquei para Ezeiza pela Gol às 10h50, enquanto o voo do Francisco pela Tam sairia três horas depois.

Às 12h40, hora local, o Boeing 737-800 pousou em solo argentino. Realizados os procedimentos de praxe, rumei para o saguão do aeroporto, para esperar o Xico. Por mais que tentasse, não consegui achar uma única tomada sequer para carregar o notebook e passar o tempo. Em não tendo mais nada para se fazer, prossegui na leitura de “O menino do pijama listrado”, que começara a ler no avião.

Por volta de 16h40, o Xico saiu da sala de desembarque e, por merrecas AR$ 90, pegamos um remi (espécie de táxi), que nos trouxe ao Che Lagarto Hostel, onde estamos hospedados em quarto coletivo – que por enquanto só tem nós dois.

Já chegando, tivemos alguns problemas. O primeiro deles foi com as tomadas. A maioria das tomadas da Argentina têm um padrão que é praticamente inexistente no Brasil (salvo alguns equipamentos de ar condicionado e fornos elétricos antigos). Os que estamos acostumados – dois pinos redondos ou dois pinos chatos – são raridade por aqui. Assim, precisamos comprar um adaptador que, na pressa e na necessidade, nos saiu por AR$ 15.

Outro problema que tivemos, já resolvido, foi quanto aos lockers do albergue. Os albergues que conheço possuem amplos e espaçosos lockers, com espaço de sobra para guarda de grandes volumes. Ao chegar aqui, encontramos apenas pequenos escaninhos pagos, que mal davam para acomodar a bagagem de mão.

Típico café porteño, com sua fachada original porém detonada pelo ar-condicionado externo

Já hospedados e acomodados, saímos a explorar a região do hostel, o bairro de San Telmo, região central de Buenos Aires. Edificações visivelmente antigas, algumas delas muito mal-cuidadas, porém sem perder parte de sua beleza, recheiam o bairro. Fizemos algumas fotos, brincando com as funções de nossas câmeras amadoras. Com fome, encontramos uma casa de massas chamada Las Leñas, onde, por AR$ 3, comemos deliciosas esfirras – empanadas, como dizem por aqui – com uma massa muito boa.

Em seguida, fomos a um restaurante (caro, é verdade), onde tomamos a hexacentenária cerveja belga (porém fabricada na Argentina) Stella Artois, de um litro, acompanhada de pães, biscoitinhos e um negócio de berinjela, que não me apetece muito. Por fim, retornamos ao hostel, curtindo o calor quase passense da capital porteña, em um jardim muito interessante que há por aqui.

Com resultado de um primeiro dia de passeio, fizemos algumas constatações. A primeira – e mais óbvia delas – é que uma das grandes vantagens de ser brasileiro é morar na América e não precisar falar espanhol. Apesar da aparente facilidade que o brasileiro pensa ter de dominar o idioma espanhol, na prática é algo muito diferente. Contudo a comunicação não é das mais difíceis e, passo a passo, vamos nos acostumando com as peculiaridades da língua.

Outra constatação é que Buenos Aires é uma cidade de uma bela arquitetura, porém precisa de um melhor cuidado com seu patrimônio histórico e cultural. As ruas de San Telmo são sujas, com muito lixo espalhado e fezes de animais por todo lado. Há uma imensa concentração de cães pelas ruas, em cada esquina se vê um cachorro, vadio ou não.

O transporte coletivo de Buenos Aires, dizem, é um dos mais eficientes do mundo!

Carros que são velhos conhecidos nosso no Brasil também há aos montes por aqui. Milles, Corsas, Merivas, Gols, entre outros, existem por todos os lados!

Uma coisa que não experimentamos, mas o faremos amanhã, quando iremos conhecer Palermo, foi o transporte público. Contudo é fato que os ônibus que circulam por esta região são muito antigos, bem parecidos com os que vemos em filmes sobre países subdesenvolvidos.

Por hoje é só. Amanhã traremos novas notícias direto de Buenos Aires.

¡Buenas noches!

Enviado em Turismo | Etiquetado: , , | 3 Comentários »