Carrinho de Pipoca

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Darwin diante da morte: um cristão?

Posted by Luiz Claudio em 22/07/2009

A postura de cada um na iminência da morte pode esclarecer suas motivações e escolhas durante a vida. Em geral, quanto mais maturidade se tem, mais condições de avaliar tais escolhas. As fotos mostram Darwin em sua juventude e em sua idade avançada.

Como estamos no ano de Darwin, 150 anos de sua obra A Origem das Espécies e 200 anos de seu nascimento, que se inclua na lembrança deste ícone da ciência contemporânea, suas tão importantes palavras no leito de morte. Elas podem indicar onde estão as chaves que abrem as portas do cativeiro do pensamento humano. Medite e avalie por si mesmo.

A VISITA DE LADY HOPE A CHARLES DARWIN

Os estudantes da teoria da evolução podem surpreender-se ao saber que, no final de sua vida, Charles Darwin retornou à sua fé na Bíblia. O relato a seguir foi feito por Lady Hope, de Northfield, Inglaterra, uma maravilhosa mulher cristã que esteve muitas vezes ao lado de sua cama nos seus dias finais.

Foi numa dessas gloriosas tardes de outono que às vezes temos na Inglaterra que fui chamada para entrar e sentar-me com Charles Darwin. Sempre que eu o via, com sua presença elegante, eu imaginava que dele se podia pintar um quadro formidável para nossa Academia Real, mas nunca pensei tanto nisso como nesta ocasião em particular.

Ele estava sentado na cama, apoiado em travesseiros, olhando fixamente para uma cena distante no bosque e nos campos de milho que reluziam à luz de um maravilhoso pôr-do-sol.

Seu semblante iluminou-se de prazer quando entrei no quarto. Ele acenou em direção àjanela, apontando para a bela cena do poente. Em sua outra mão ele segurava uma Bíblia aberta, a qual ele sempre estava estudando.

“O que você está lendo agora?”, perguntei.

“Hebreus”, ele respondeu. “O Livro Real, como eu o chamo”. Então, à medida que colocava seus dedos sobre certas passagens, ele comentava sobre elas.

Fiz algumas alusões às fortes opiniões expressas por muitos sobre a história da criação, e sobre os julgamentos que faziam a respeito dos primeiros capítulos de Gênesis. Ele pareceu angustiado, crispando seus dedos nervosamente, e um ar de agonia tomou conta do seu rosto ao dizer: “Eu era um jovem com idéias informes. Soltava perguntas, sugestões, indagando o tempo todo sobre tudo. Para meu espanto, as idéias se alastraram como fogo. As pessoas fizeram delas uma religião”.

Ele ficou em silêncio por um tempo e depois de dizer algumas frases sobre a santidade de Deus e a “grandeza deste Livro”, olhando com carinho para a Bíblia que estava segurando o tempo todo, ele disse:

“Tenho um quiosque no jardim que comporta cerca de trinta pessoas. É ali (ele apontou através da janela aberta). Gostaria muito que você falasse lá. Sei que você lê a Bíblia nas aldeias. Amanhã à tarde gostaria que os empregados neste lugar e alguns inquilinos e vizinhos se reunissem ali. Você lhes falaria?”.

“Sobre que devo falar?”, perguntei.

“Cristo Jesus”, ele respondeu num tom claro e enfático — e acrescentou num tom mais baixo: “e Sua salvação. Não é o melhor tema? Depois quero que você cante alguns hinos com eles. Você pode acompanhá-los com seu pequeno instrumento, não pode?”

O brilho do seu rosto, quando ele disse isto, eu nunca esquecerei, pois acrescentou: “Se você fizer a reunião às três horas, esta janela estará aberta, e você saberá que estou cantando junto com vocês”.

Haveria uma cena mais dramática? O âmago da tragédia nos é exposto aqui! Darwin, um entusiasta da Bíblia, falando sobre a “grandeza deste Livro”, e sendo lembrado de que o movimento evolucionista moderno na teologia, unido ao criticismo cético, destruiu a fé bíblica de multidões. Darwin, com um ar aflito, lamentando-se por tudo e declarando: “Eu era um jovem com idéias informes”. Que condenação avassaladora! As “idéias informes” do jovem Darwin são a base da teologia (e da ciência) moderna!

***
Fonte: (Oswald 3. Smith, Litt. D., artigo extraído de Prayer Crusade, publicada por The Little Church by the Sea, mc.) Citado no livro: O que eles disseram a um passo da eternidade, John Myers, pp. 244, Worship Produções, D’Sena Editora. Publicado: Em Família

Fonte: Genizah

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Sorte de hoje: Um ato de bondade, mesmo que seja pequeno, nunca é em vão

Posted by Luiz Claudio em 24/05/2009

"O Bom Samaritano", de George Frederic Watts

"O Bom Samaritano", de George Frederic Watts

Nunca fui supersticioso. Horóscopos, signos, previsões, numerologia e etc nunca fizeram parte de minha vida. Até uma coisa bacana, como a sorte do dia no Orkut me passa despercebida. Abro o site, aceito quem tiver de aceitar, vejo alguma ou outra coisa, faço logout e, muitas vezes, nem observo o que está escrito naquele pequeno espaço. Há dias, porém, que sou levado a ler o que me está “reservado” pela sorte do Orkut. Hoje foi um desses dias e, como tantos outros, encontrei uma frase bacana.

“Um ato de bondade, mesmo que seja pequeno, nunca é em vão”. Essa frase me fez refletir sobre os atos de bondade que tenho praticado e que a sociedade com um todo também tem praticado. Bondade é a qualidade inerente a quem é bom. Alguém que é bom, de fato, só pode agir com bondade. Não há outra ação esperada de quem seja de boa índole senão a de agir de acordo com os ditames da bondade.

Atos de bondade são aqueles que as pessoas tomam para com seus semelhantes levadas simplesmente por seu caráter bom. Misericórdia, graça e boa ação sempre estão ligadas àqueles atos bons que tais pessoas praticam. Atos de bondade podem ser de todos os tipos: grandes ou pequenos, importantes ou despercebidos, públicos ou secretos… São tantas as formas de descrever esses atos que, no fundo, todos são bons.

Essa frase me trouxe à memória a parábola do Bom Samaritano. Um homem ferido, caído ao chão após ter sido roubado e espancado pelos saqueadores. Ninguém dos que defendem a lei de Moisés quer acudi-lo. Entretanto, um samaritano, cheio de bondade, se dispõe a cuidar desse homem, leva-o sobre seu próprio animal à hospedaria, paga sua estadia e promete indenizar o hospedeiro se algum gasto a mais ele tiver. Esse exemplo entrou para a História como o do homem que usou de misericórdia para com o outro, enquanto aqueles que antes passaram pelo caminho não deram a mínima para o judeu ferido.

Esse ato, apesar de ser uma parábola, não seria em vão. Fico a imaginar a gratidão do homem judeu ao samaritano que o salvou da morte, pois, naquele estado em que ele estava, ninguém mesmo o ajudaria. Esse ato não foi, de fato, em vão. Todos os dias precisamos ser mais samaritanos, mais bons. Fazer atos que, grandes ou pequenos, sempre deixarão marcas indeléveis nas vidas daqueles que um dia ajudamos.

O texto do Bom Samaritano encontra-se registrado em Lucas 10.25-37

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6º Domingo da Páscoa

Posted by Luiz Claudio em 17/05/2009

Pedro na casa de Cornélio, de Gustave Doré

Pedro na casa de Cornélio, de Gustave Doré

Acompanhe as leituras do Lecionário de hoje, 6º Domingo da Páscoa.

1ª Leitura: Atos 10.44-48

Enquanto Pedro ainda estava falando estas palavras, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a mensagem. Os judeus convertidos que vieram com Pedro ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo fosse derramado até sobre os gentios, pois os ouviam falando em línguas e exaltando a Deus.

A seguir Pedro disse: “Pode alguém negar a água, impedindo que estes sejam batizados? Eles receberam o Espírito Santo como nós!” Então ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Depois pediram a Pedro que ficasse com eles alguns dias. Palavra do Senhor!

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Conhecendo a graça

Posted by Luiz Claudio em 13/05/2009

Ao receber, ontem, meu exemplar de Ultimato de maio e junho, deparei-me com o seguinte título da matéria da capa: A graça não é de graça. Ao fundo, uma cruz vazia apoiada sobre o chão. Fiquei a me perguntar o que traria o texto dessa matéria, já que, desde que me entendo por gente, ouvi a boa nova de que a “graça é um favor imerecido de Deus em benefício do homem”. Sempre entendi a graça como sendo gratuita, por seu próprio nome e sua razão de ser. Entretanto, para minha reflexão, o título da matéria mexeu comigo em uma primeira vista.

Deixei a revista sobre a mesa e saí, retornando logo em seguida. Avidamente, apanhei-a e comecei a folheá-la, sempre cumprindo o ritual de todo exemplar: Abertura, pastoral, cartas… Em seguida, fui direto à matéria citada, um especial dessa edição da revista.

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5º. Domingo da Páscoa

Posted by Luiz Claudio em 10/05/2009

Disse Jesus: "Eu sou a videira verdadeira" (João 15.1)

Disse Jesus: "Eu sou a videira verdadeira" (João 15.1)

Conforme prometido, iniciamos hoje a série semanal de comentários sobre as leituras do Lecionário Comum Revisado.

1ª. Leitura: Atos dos Apóstolos 8.26-40

Um anjo do Senhor disse a Filipe: “Vá para o sul, para a estrada deserta que desce de Jerusalém a Gaza”. Ele se levantou e partiu. No caminho encontrou um eunuco etíope, um oficial importante, encarregado de todos os tesouros de Candace, rainha dos etíopes. Esse homem viera a Jerusalém para adorar a Deus e, de volta para casa, sentado em sua carruagem, lia o livro do profeta Isaías. E o Espírito disse a Filipe: “Aproxime-se dessa carruagem e acompanhe-a”.

Então Filipe correu para a carruagem, ouviu o homem lendo o profeta Isaías e lhe perguntou: “O senhor entende o que está lendo?”

Ele respondeu: “Como posso entender se alguém não me explicar?” Assim, convidou Filipe para subir e sentar-se ao seu lado.

O eunuco estava lendo esta passagem da Escritura: “Ele foi levado como ovelha para o matadouro, e como cordeiro mudo diante do tosquiador, ele não abriu a sua boca. Em sua humilhação foi privado de justiça. Quem pode falar dos seus descendentes? Pois a sua vida foi tirada da terra”.

O eunuco perguntou a Filipe: “Diga-me, por favor: de quem o profeta está falando? De si próprio ou de outro?” Então Filipe, começando com aquela passagem da Escritura, anunciou-lhe as boas novas de Jesus.

Prosseguindo pela Estrada, chegaram a um lugar onde havia água. O eunuco disse: “Olhe, aqui há água. Que me impede de ser batizado?”

Disse Filipe: “Você pode, se crê de todo o coração”. O eunuco respondeu: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”. Assim, deu ordem para parar a carruagem. Então Filipe e o eunuco desceram à água, e Filipe o batizou.

Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe repentinamente. O eunuco não o viu mais e, cheio de alegria, seguiu o seu caminho. Filipe, porém, apareceu em Azoto e, indo para Cesaréia, pregava o evangelho em todas as cidades pelas quais passava. Palavra do Senhor!


Salmo 22.25-31

De ti vem o tema do meu louvor na grande assembleia; na presença dos que te temem cumprirei os meus votos.

Os pobres comerão até ficarem satisfeitos; aqueles que buscam o Senhor o louvarão! Que vocês tenham vida longa!

Todos os confins da terra se lembrarão e se voltarão para o Senhor, e todas as famílias das nações se prostrarão diante dele, pois do Senhor é o reino; ele governa as nações.

2ª. Leitura: 1João 4.7-21

Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor será aperfeiçoado em nós.

Sabemos que permanecenos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito. E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo. Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor.

Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, por neste mundo somos como ele. No amor não há medo; ao contrário, o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.

Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar a seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão. Palavra do Senhor!


O Santo Evangelho + de Jesus Cristo, conforme relatou João: João 15.1-8

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. Vocês já estão limpos pela palavra que lhes tenho falado. Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim.

Eu sou a videira, vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos. Palavra da Salvação!

Comentário:

Os textos deste domingo, que se situa entre a Páscoa da Ressurreição e o final desse ciclo, que se dá com a solenidade de Pentecostes, são muito significativos para a vida da Igreja. Na primeira leitura, vemos como o Evangelho se propagou na Igreja nascente, através de pessoas que eram de fato preocupadas em obedecer à voz do Espírito e cumprir seu papel de evangelizador. Filipe era um dos sete primeiros diáconos da Igreja primitiva, identificados em Atos 6.3 como homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria. Um dos outros seis, Estêvão, “homem cheio de fé e do Espírito Santo”, havia acabado de ser apedrejado pela perseguição. Diz a Escritura que Saulo, que posteriormente viria a ser o Apóstolo Paulo, consentia na morte de Estêvão. Assim, a Igreja nascente dispersou-se, sendo que Filipe dirigiu-se à região da Samaria. Esse movimento da Igreja corresponde exatamente ao que Jesus havia dito aos seus discípulos antes de subir aos céus: Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra. (Atos 1.8). Em pura obediência à voz do Espírito Santo, Filipe partiu para a estrada onde passava um oficial da rainha dos etíopes, que era eunuco. Esse oficial lia as Escrituras, no profeta Isaías, que falava a respeito de Jesus Cristo. Nessa passagem, mais uma vez, a Escritura reforça seu próprio poder e sua utilidade para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça (2Timóteo 3.16). Foi o poder da Escritura que desvendou os olhos do eunuco para que ele compreendesse a verdade e por fim confessasse que Jesus Cristo é o Filho de Deus, sendo ali mesmo, na beira da estrada, batizado por Filipe.

O Salmo do dia é uma magnífica expressão de louvor ao Deus grandioso, celebrado por Davi, Rei de Israel. É na expressão do salmista que devemos reconhecer que todo o louvor é dado a Deus por causa de seus feitos, pois é ele o “tema do louvor” de seu povo. Isso induz em nós o desejo e quase que a obrigação de cumprir os votos que fazemos ao Altíssimo, na presença de todo o povo que o teme. Assim como os pobres, que comem até serem satisfeitos, os que verdadeiramente buscam a Deus devem louvá-lo, pois isso é bênção de longevidade na vida de seu povo.

A segunda leitura possui um tema que me chama a atenção em relação ao Evangelho. Ambos foram escritos pelo mesmo autor, João, o discípulo amado, cuja narrativa do Evangelho é a mais próxima da intimidade de Jesus com os seus doze discípulos. Em ambos uma palavra é facilmente destacável: permanecer. Na leitura, o apóstolo nos manda “permanecer no amor”, para que, assim, “permaneçamos em Deus” e “Deus permaneça em nós”. No Evangelho o Cristo nos ordena que permaneçamos nele, que é a videira verdadeira. Permanecer não é algo transitório. Não é estar aqui hoje e amanhã não estar mais, mas é um exercício constante de perseverança e firmeza. Tanto no amor, quanto em Cristo – o próprio amor encarnado – devemos permanecer, de fato. Permanecer na videira é permanecer na vida que emana do próprio Cristo, em constante dependência dele, que nos adverte: sem mim vocês não poderão fazer coisa alguma (João 15.5). Permanecer no amor é viver de fato em amor, pois o amor é a expressão máxima da personalidade de Deus. Paulo nos diz que o amor é algo demonstrado pelo próprio Deus, ou melhor, provado por ele: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5.8 – RA). O amor é, portanto, demonstração do caráter de Deus. Assim, como Deus nos ama, somos incitados a amar ao próximo pois, se não amamos este a quem vemos diante de nós todos os dias, não poderemos amar aquele, a quem contemplamos tão somente pelos olhos da fé.

O Evangelho é situado em um contexto de despedida. Jesus diz aos discípulos suas últimas palavras, preparando-se para o Calvário, sabendo o que haveria de vir. Judas já estava a caminho de tentar o Mestre, e Jesus, então, dá as últimas orientações para os discípulos, notadamente no que diz respeito à vinda do Consolador, o Espírito Santo. Cristo conscientiza os discípulos sobre a necessidade de estarem nele, e de darem frutos dignos dessa ligação essencial com ele. É impossível alguém estar em Cristo e não dar fruto! Mas aquele que está em Cristo é chamado para frutificar, produzir frutos e, sendo podado e limpado pelo Pai, que é o Agricultor, dar mais fruto ainda, para o engrandecimento do reino de Deus.

Talvez como Filipe, que foi chamado para servir e evangelizar em meio à perseguição. Talvez como o salmista, que rende a Deus louvores e cumpre seus votos. Talvez, ainda, como simples discípulo do Mestre, que permanece nele e permanece em amor. É esse nosso chamado: produzir frutos, seja em qual altura da videira estivermos, e seja para qual missão formos chamados. Hoje somos desafiados a isso. Relembrando o mistério pascal, esse tempo que em breve se encerrará em nosso calendário litúrgico, devemos proclamar verdadeiramente: Jesus Cristo é o Filho de Deus. Devemos amar como ele nos amou, pois ele nos amou primeiro! Devemos buscar, sempre, os melhores frutos, produzir mais e mais, mesmo que, para isso, sejamos podados pelo dono da videira, o Pai Celestial, nosso Deus, de quem dependemos, cujo Filho nos diz, diariamente: sem mim, vocês não poderão fazer coisa alguma!

Que Deus nos abençoe!

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Confira amanhã, no Carrinho de Pipoca!

Posted by Luiz Claudio em 09/05/2009

Amanhã, domingão, primeiro dia da semana, iniciaremos uma série semanal. Todos os domingos comentaremos os textos do Lecionário Comum Revisado trienal, sob uma perspectiva atual, voltada, principalmente, para a juventude.

Para aqueles que não sabem ou não conhecem (e para aqueles que sabem também), o Lecionário é uma grande fonte didática adotada pela Igreja do Ocidente, correspondendo às leituras que são feitas durante os anos do Calendário Litúrgico. A cada domingo há uma leitura do Antigo Testamento ou de Atos dos Apóstolos, um Salmo, uma leitura das Epístolas e uma leitura do Evangelho. Ao final de três anos, lê-se a maior parte dos profetas e dos históricos, os principais textos das Epístolas e de Atos e quase todos os Evangelhos.

O Lecionário é revestido de grande importância, visto que, se usado corretamente, as mesmas leituras que se fazem em uma igreja luterana na Europa também são feitas em uma igreja anglicana nos Estados Unidos, em uma igreja pentecostal na África, em uma igreja presbiteriana no Brasil e em uma igreja romana em qualquer outro lugar do Ocidente.

Assim, amanhã, 5º. Domingo da Páscoa, iniciaremos nossa série com as leituras e comentários de Atos 8.26-40, Salmo 22.25-31, 1João 4.7-21 e João 15.1-8. Lembrando que, salvo menção em contrário, todos os textos deste blog são extraídos da Nova Versão Internacional da Bíblia Sagrada, publicada no Brasil pela Sociedade Bíblica Internacional.

O Lecionário base para nossa série é o Lecionário Comum Revisado, publicado no Brasil pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, e disponível aqui.

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