Se a sensação de subir a Cordilheira dos Andes já é impressionante, a descida é de tirar o fôlego. Eram 7:30 quando, debaixo de um frio de uns 4ºC, entrei em um ônibus em Mendoza, com destino a Santiago do Chile. Até o Parque Aconcágua, o caminho foi o mesmo de ontem. Como a janela do ônibus estava embaçada por causa do frio e da umidade, não deu pra tirar muitas fotos boas.
Poucos quilômetros depois do Aconcágua está o túnel internacional, que leva ao território chileno. A partir daí, até quase a chegada em Santiago, a estrada é extremamente sinuosa, com dezenas de curvas das mais fechadas possíveis, numa estrada que passam caminhões, ônibus, veículos, etc. A viagem por si só não foi cansativa, apesar de durar 6 horas, até porque a vista ajudava a não se cansar.
A chegada em Santiago, entretanto, foi um pouco caótica. O trânsito da capital chilena é terrível. Semáforos desencontrados, que abrem e fecham em pouco espaço de tempo, motoristas entrando na frente dos outros carros, buzinando o tempo todo. A rodoviária de Santiago, então, é das piores possíveis. A espera pela bagagem foi debaixo de chuva, com um “maletero” gritando os números das etiquetas como se fosse em um leilão e, obviamente, pedindo algum dinheiro como “propina”.
Descida dos Andes
Pegar um táxi não foi das tarefas mais fáceis. Os taxistas daqui são muito mal-educados, não param quando se acena e, quando param, o fazem quase no meio da rua. Como estava chovendo torrencialmente, havia inúmeras poças d’água na rua. Como resultado, os pés molhados, a barra da calça idem e o resto do corpo também.
Por 5 mil pesos chilenos, o taxista me deixou no Che Lagarto Hostel de Santiago, bem próximo ao centro.
A partir de amanhã, vou sair a tirar algumas fotos e conhecer melhor a cidade. Na segunda-feira, a programação inclui Viña del Mar e Valparaíso. Na terça, infelizmente, acaba a viagem.
Conforme previsto, ontem fiquei sem atualizar o blog, pois não consegui acessar a internet do aeroporto de Montevidéu.
Montevidéu
Na noite de terça-feira (14), conheci algumas das ruas da capital uruguaia. De fato, Montevidéu é uma bela cidade, com muita história, principalmente a Cidade Velha. Os uruguaios, de modo geral, são muito atenciosos. Fui muito bem atendido nos restaurantes e cafés do lado de lá do Rio da Prata.
Após saborear um bife de lomo, tirei mais algumas fotos e voltei para o hostel.
De manhã, na quarta-feira (15), conheci a Ciudad Vieja, com suas ruas e edificações cheias de história. Passei, também, pela zona portuária de Montevidéu. Nas praças e ruas, por onde se andava, vi torcedores do Santos, que estavam na cidade para o jogo de mais à noite, Peñarol x Santos, pela final da Libertadores. Conversei e tirei fotos com alguns, pessoal gente boa.
Já à tarde, após o almoço, dei um pulinho em um dos cassinos da cidade, já que o jogo é legalizado no Uruguai, assim como no Paraguai e aqui na Argentina. Ganhei alguns pesos e parti para o aeroporto. Aeroporto, por sinal, dos mais modernos da América. Muito limpo e organizado, com um projeto arquitetônico muito bacana.
Como em todas as viagens desse tipo sempre rola algum contratempo, dessa vez não foi diferente. O voo 177, da Pluna, que me traria de volta à Argentina, atrasou por mais de uma hora. Como resultado, quase perdi o ônibus que me traria a Mendoza, que sairia de Buenos Aires às 21:30.
O Bombardier da Pluna tocou o solo em Buenos Aires às 21:02, no Aeroparque Jorge Newbery. Depois de um rápido desembarque e de pedir para alguns brasileiros cederem a dianteira na fila da imigração, peguei um táxi. Chovia torrencialmente em Buenos Aires e, depois de alguns minutos, cheguei na Rodoviária. Já de posse de minhas malas, com 5 minutos de atraso, consegui entrar no ônibus, que já estava quase de saída.
A viagem para Mendoza durou 14 horas. O ônibus, porém, era um espetáculo. Poltrona reclinável a 180º, almofadinha e manta. O serviço de bordo incluía jantar com pratos frios e quentes, refrigerantes, água e – acreditem – vinho, whisky e champanhe. Depois de jantar e tomar um delicioso Cabernet Sauvignon, dormi por boa parte da viagem, até ser acordado pela comissária com o café da manhã, que servia alfajores, brownies, pães, torradas, queijo, além de café, chá e leite.
Chegando a Mendoza, tomei um táxi no terminal rodoviário e, por 11 pesos argentinos, fui deixado na porta do Campo Base Hostel, onde estou agora. O staff do hostel é muito atencioso e rapidamente fui acomodado em um quarto coletivo com mais duas pessoas.
Plaza Independencia - Mendoza
O dia foi para dar algumas voltas pela cidade, que também é muito bonita. Conheci a parte histórica de Mendoza, que foi toda reconstruída após um terremoto que devastou a cidade no século XIX.
Para amanhã, o programa é o circuito das Altas Montañas, que vai pertinho do Aconcágua e passa por algumas estações de ski. Depois posto as fotos.
Bem cedo, por volta das 7 da manhã, pulei da cama em Buenos Aires e, com as malas prontas, parti do Che Lagarto Hostel para o terminal rodoviário de Retiro. Ali deixei minha mala grande no guarda-volumes e, com uma mochila, fui para o porto do Buquebus, serviço de balsas que faz o transporte pelo Rio da Prata até Colonia del Sacramento e Montevidéu, ambas no Uruguai, além de outras cidades.
O primeiro destino era Colonia. Cidade fundada há mais de 330 anos, considerada pela Unesco patrimônio da Humanidade. Na cidade, nota-se influência tipicamente portuguesa, já que nossos colonizadores por lá também estiveram. Ruas estreitas, calçada com pedras, casas com arquitetura de séculos passados. O centro histórico vale a pena ser visitado, e é um local que rende belas fotografias.
Em Colonia o meio de transporte usado foi uma lambreta, que se pode alugar por pouco mais de R$ 30. Facilita muito andar pelas ruas da cidade, embora o centro histórico seja pequeno e fácil de ser visitado em poucas horas. Entretanto, a cidade tem mais de 6km de praias do Rio da Prata, o que a lambretinha me permitiu conhecer.
Após um belo “bife de lomo con ensalada”, deixei a lambreta onde a havia alugado e, em um ônibus, vim para Montevideo. Estou agora no hostel, preparando para dar uma saída, comer alguma coisa e conhecer um pouco a cidade.
Amanhã à noite, volto a Buenos Aires e, de lá, vou para Mendoza. Pode ser que, com isso, não tenhamos post aqui no blog.
O dia hoje começou um pouco mais tarde que o previsto. A bateção de pernas de ontem me derrubou e caí na cama que nem uma pedra. Por volta de 9 horas, tomei café da manhã e parti rumo à Calle Florida, um calçadão somente para pedestres que corta algumas quadras da região central de Buenos Aires, o paraíso das compras com muitos outlets, lojas próprias de marcas famosas e etc. Por algumas poucas dezenas de reais é possível comprar camisetas, tênis, calças, jaquetas, artigos de couro e muito mais. Depois de algumas compras na Lacoste, e de também comprar uma jaqueta de couro por pouco mais de R$ 300 e um casaco de presente para minha mãe, fui almoçar e andar um pouco mais.
No fim do dia, visitei a Grande Loja Maçônica da Argentina, acompanhado por um simpático tio, a quem tive que explicar o que vem a ser a Ordem DeMolay, o que não foi muito fácil de fazer em espanhol. Sorte que havia um maçom brasileiro que me ajudou nisso. Os templos são muito bonitos, pena que não fui autorizado a fazer fotos do local.
Por fim, algumas fotos noturnas do Obelisco e voltei ao hostel. Tenho que arrumar as malas, já que amanhã cedo vou para Colônia e Montevidéu. Fico até quarta-feira na capital uruguaia e, depois, a próxima parada é Mendoza, aqui mesmo na Argentina.
Com pouco mais de uma hora de atraso, decolei ontem (11) de Guarulhos, a bordo de um Boeing 737-800 da Gol, no voo 7650, com destino a Buenos Aires, fazendo escala em Floripa e Porto Alegre. Já era quase meia-noite quando desembarquei no aeroporto internacional de Ezeiza, de onde, após os trâmites aduaneiros de praxe e de uma passada no banco para trocar moeda, vim diretamente para o já conhecido Che Lagarto Hostel. Morto que estava, nem quis sair, fiquei por aqui, tomei banho e, em um quarto coletivo com outras 3 pessoas, dormi.
Feira de San Telmo
Ao acordar, após o café da manhã, iniciei minha peregrinação em terras porteñas. Primeiro tratei de ir até a estação Retiro, de metrô, para conferir o funcionamento dos guarda-volumes no terminal de ônibus de idêntico nome, já que, na terça-feira, vou para Montevidéu somente com a mochila nas costas, uma vez que a permanência lá será de pouco mais de 24 horas e, ao regressar, já tomo ônibus para Mendoza.
Em seguida, fui até a famosa feira de San Telmo, onde se vende todo tipo de antiguidade, tralha, tranqueira, enfim, várias coisas inúteis e outras um tanto quanto úteis, como roupas, souveniers, pantufas, etc. Por ali mesmo, o almoço foi um tradicional bife de chorizo, acompanhado de papas (batatas) fritas e, obviamente, uma Quilmes gelada de 970ml. Depois de algumas compras, um sorvete no Freddo e muita bateção de perna, hora de dar uma rápida passada na Plaza de Mayo, onde fica a Casa Rosada, sede do Executivo argentino, ir conhecer um ponto turístico de Buenos Aires que ficou de fora da última vez, a Praça do Congresso.
E o caminho para lá foi no metrô mais antigo da América do Sul e também do hemisfério sul, a linha A de Buenos Aires, inaugurada em 1913. Um trem visivelmente velho, do início do século XX, com quase 100 anos de uso, porém em perfeito funcionamento, pelo menos aparentemente. A abertura das portas desse metrô é manual. Os bancos são de madeira, num estilão bem retrô mesmo. O balanço do trem em nada fica devendo aos trens da CPTM. Algumas estações depois, cheguei ao destino.
O prédio em que funciona o Congresso Nacional argentino traduz bem o espírito arquitetônico da cidade. Ele é a sede do Legislativo argentino, abrigando as 2 casa do Congresso Nacional: o Senado e a Câmara dos Deputados.
Depois de algumas fotos, já à noite, foi hora de tomar um capuccino no famoso Café Iberia, numa histórica esquina da Avenida de Mayo. Essa avenida, por sinal, é conhecida como Eixo Cívico, já que liga a Casa Rosada ao Palácio do Congresso.
Palácio do Congresso
Visitar os bairros históricos de Buenos Aires, assim como o Centro da cidade, é uma volta ao passado. Daqui se vê a pujança que essa cidade outrora teve, muito embora, nos últimos anos, tenha sofrido as consequências inevitáveis de uma grave crise econômica. Ainda assim, o charme da cidade não fica ofuscado. Buenos Aires é, sem dúvida, uma sucursal da Europa na América do Sul, e aqui podemos notar a influência que os europeus exerceram no Novo Mundo em geral e, especialmente, nessas terras porteñas.
Amanhã o dia será dedicado a compras, já que aqui é muito bom pra isso. Amanhã segue o relato!
¡Buenas noches!
* O título do post é um verso da canção A Palo Seco, do Belchior. A viagem seguirá, depois de Buenos Aires, por Colônia do Sacramento e Montevidéu, no Uruguai; Mendoza, na Argentina; e Santiago, no Chile. Serão 5 cidades e 3 países num período de 10 dias. A propósito, não tenho ainda 25 anos. Só mês que vem.
A cidade de Formiga, no Centro-Oeste mineiro, promove, desde a última sexta-feira (28) até a noite de hoje, a 5ª edição de seu Festival da Linguiça, como parte das comemorações de seu 152º aniversário. A cidade é uma das grandes produtoras do embutido no estado e promoveu o festival, que envolveu diversas entidades locais. Grupos religiosos (evangélicos, católicos e espíritas), grupos de serviço (Rotary, Rotaract e Interact), ordens iniciáticas (Maçonaria, Filhas de Jó e Ordem DeMolay) e associações locais montaram na praça da Matriz de São Vicente Férrer suas barracas, em que venderam pratos típicos preparados com a linguiça produzida em Formiga, bebidas, artigos de artesanato, doces, queijos, entre outros produtos.
Orquestra Formiguense de Viola Caipira se apresenta no evento
Em dois palcos montados, apresentaram-se grupos da região, com destaque para a Orquestra Formiguense de Viola Caipira, no palco principal, e bandas formadas por jovens da cidade, no palco do Espaço Jovem, comandado pelo Capítulo Areias Brancas de Formiga, da Ordem DeMolay, pelo Bethel Ciência e Virtude, da Ordem Internacional das Filhas de Jó, Interact, Rotaract e EJC (Encontro de Jovens com Cristo).
O festival é muito bem organizado, e conta com a presença de grande público. Por certo, a iniciativa da prefeitura municipal de Formiga, tem muito a proporcionar à cidade, e convém que a festividade seja mais divulgada, inclusive às outras cidades da região e do estado. Iniciativas como estas só engrandecem as comunidades locais, sua cultura e culinária. Sem dúvidas, o Festival da Linguiça tende a se firmar como um dos grandes eventos de gastronomia regional das Minas Gerais.
Infelizmente, chegamos ao fim de nosso passeio por Buenos Aires.
Estávamos adiando, por causa da chuva que dia sim dia não cai por aqui, o passeio ao Cemitério de La Recoleta, onde estão sepultados grandes ícones da história argentina.
O cemitério é um local interessante, com grandes tumbas, dos mais diversos tipos e estilos. O interessante é que, ao contrário do costume brasileiro, os caixões dos defuntos não são enterrados ou colocados em gavetas subterrâneas. Ficam expostos dentro das tumbas, que normalmente têm altares com imagens, crucifixos, menorás e outros adereços religiosos.
Fachada (em reforma) do Cementerio de La Recoleta
Outra coisa bacana, também, é que nos sepulcros há muitas placas com homenagens dos amigos e familiares dos falecidos, por ocasião dos aniversários de morte ou de nascimento dos que se foram. Durante o percurso, pode-se ver, também, alguns gatos. É costume das famílias levar um gato por ocasião do enterro dos finados, para que eles combatam os ratos que destroem os caixões e, por conseguinte, os corpos dos mortos.
Túmulo de Evita Perón
O túmulo mais famoso do cemitério é o de Eva Perón, a Evita, grande figura da história argentina. Contudo, é um túmulo simples, de propriedade da família, mas muito visitado no local.
Em seguida, fomos a Puerto Madero, uma área de antigos armazéns que foi transformada em circuito turístico. No local, muitos restaurantes, lanchonetes e sorveterias. Aproveitamos para almoçar no famoso Siga La Vaca, onde, por AR$ 45 por pessoa, come-se a vontade, com direito a um litro de refrigerante e sobremesas à escolha.
E aqui termina nosso relato de viagem pela Argentina. Foram sete dias de curtição, troca de experiências, muitas risadas e bons passeios. Eu, pelo menos, espero voltar em breve, pois a cidade é muito bela.
Amanhã, conforme prometido, postarei um completo guia de viagem para mochileiros, com dicas importantes para se conhecer a capital argentina gastando pouco e curtindo muito!
E vamos chegando ao final do passeio, falta só mais um dia .
O dia amanheceu chuvoso. Pela manhã, participamos da missa na Catedral Metropolitana de Buenos Aires. Quando visitamos o templo na quarta-feira, fiquei encantado pelo som do órgão de tubos e decidi ir à missa para ouvi-lo melhor. Fascinante o som do instrumento. No momento da distribuição da comunhão, foi tocado “Meia noite, cristãos!”, hino natalino que gosto muito (lembrando que hoje entramos na estação litúrgica do Advento, por isso muitas canções natalinas soarão agora). Ao final da missa, foi executado o hino “Louvor” (65 HNC), um do meus prediletos do hinário.
Secretaria de Cultura de Buenos Aires
Após a missa, fomos ao Palacio del Gobierno de la Ciudad Autonoma de Buenos Aires, que fica em frente à Catedral. Buenos Aires é uma cidade autônoma, com governo distinto do executivo nacional. Pelo que foi explicado pela simpática guia, é o único ente administrativo do país que goza de autonomia (nem as províncias são autônomas – só existem por mera divisão territorial – e os municípios não são completamente autônomos). O prédio é muito bacana, em estilo espanhol, construído no século XIX. Ao lado do Palacio del Gobierno, está a Secretaria de Cultura da cidade, construção em estilo eclético erguida no início do século passado, que serviu como instalações do periódio La Prensa. O prédio é belíssimo, com vários pisos. Em um deles, há um auditório com pinturas nas paredes e no teto, porém desfigurado de seus detalhes originais pelo tempo e pelas dívidas (a família proprietária do prédio, no passado, para saldar débitos do periódico, vendeu as cadeiras e lustres originais do auditório).
Pela primeira vez na viagem, ouvimos falar sobre a influência da Maçonaria na história do país. Disse a guia que o proprietário do periódico era maçom e, por isso, gravou diversos símbolos maçônicos no prédio.
Após a visita, conhecemos a feira de artesanato e antiguidades de San Telmo, próximo ao hostel. São vários quarteirões com muitas barraquinhas de artesanato, lojas e mais lojas de antiguidade. Coisas lindíssimas e, de certa forma, muito baratas.
Na esquina das calles (ruas) Chile e Defensa, está a estátua interativa da Mafalda, de Quino, símbolo das histórias em quadrinho argentinas. Como sou fã da Mafalda, não poderia faltar uma foto!
Mafalda e eu
Pouco acima, ainda na calle Defensa, tem uma sorveteria Freddo. Excelente o sorvete, muito bom mesmo. Bem carinho (AR$ 15 – 2 bolas de sorvete), porém o sabor compensou o que foi pago.
Após algumas compras (inclusive de partituras de tango para piano) e muitas fotos, retornamos ao hostel, extremamente cansados e molhados pela chuva que caiu o dia todo – inclusive até agora – em Buenos Aires.
Feira de San Telmo
Dica importante para os mochileiros: usem as cozinhas dos hostels, pois economiza-se muito com comida, principalmente em dias como hoje. Por AR$ 19, compramos 4 miojos e uma Pepsi 2 litros.
Enquanto comíamos na cozinha, conversamos com uma família carioca que está hospedada aqui, e que tem o mesmo desejo que nós: comer arroz e feijão assim que chegar ao Brasil!
Por hoje é só. Veremos se, amanhã, o tempo nos permite conhecer o cemitério de Recoleta, passeio que estamos adiando desde o dia em que chegamos! E, também, como não pode faltar, visitaremos Puerto Madero.
¡Buenas noches, chicos!
P.S.: Final de semana trágico no futebol brasileiro. Corinthians entrega o jogo e o Flamengo assume a liderança do Brasileirão. São Paulo é goleado pelo Goiás e vai parar na quarta posição da tabela. Infelizmente, como em tantos outros anos, o campeonato se decidirá na base do tapetão e das malas de dinheiro.
Ficar hospedado em hostel (albergue) é, sem dúvida, uma experiência inigualável. Nesses cinco dias de viagem, passaram pelo nosso quarto um peruano, um neozelandês, uma alemã e uma espanhola. Hoje, ainda, há duas garotas no quarto, porém não sabemos ainda a nacionalidade delas.
Tivemos mais contato com Wayne, um neozelandês investidor em ações e fundos de empresas por vários países do mundo. Não tivemos dificuldade em nos comunicarmos com ele, visto que, além do inglês – idioma oficial de seu país – ele falava espanhol. Nosso “portunhol” não foi dificuldade para a comunicação, pois dominamos um pouco do inglês também. Conversamos sobre política, economia e até citações de Maquiavel houve no papo.
Depois de um esquenta com chopp e cervejas long neck no hostel, partimos para uma balada em uma boate chamada Museo. A noite de Buenos Aires normalmente começa tarde, depois da uma da manhã. As boates, antes das festas, servem jantar, por isso as baladas começam mais tarde.
Wayne, Luiz Claudio e Francisco, na balada porteña
A festa é bastante animada, com muita música latina, brasileira e algumas velhas conhecidas nossas do circuito eletrônico mundial. Durante a balada rolou desfile de argentinas de lingerie, mas as chicas porteñas são menos atiradas que isso. Não é fácil conversar com elas, pois normalmente elas ficam em seus grupinhos. Elas não encaram as pessoas, principalmente os estrangeiros. Por aqui não tem o lance de ir a festas para ficar com as garotas, mesmo para os nativos. Pelo que constatamos, o que rola, na verdade, é combinar encontros com elas depois das baladas.
O dia hoje começou tarde, perdemos o horário do café da manhã do hostel e, famintos, saímos a caminhar pela Avenida 9 de Julio, a mais larga do mundo, e comemos no Burger King. Em seguida, pegamos o metrô até Retiro e dali rumamos de trem para Tigre, município vizinho que é uma espécie de estância turística que fica no delta do Rio Paraná. Por AR$ 1,35 (menos que R$ 0,70) embarcamos no trem, cuja viagem durou uma hora. O trem é um tanto quanto sujo e a cada estação embarcam figuras dos mais diversos tipos. Vendedores de canetas, chocolates, bebidas, entre outras coisas. Em uma das estações, especialmente, embarcou um velhinho com poucos dentes na boca, com uma sanfona. A cena foi deveras engraçada e começamos a rir daquilo tudo. Os argentinos, muito sérios, que estavam no trem, começaram a rir de nossas risadas. O sanfoneiro ainda levou AR$ 0,75 de groja! Vejam o vídeo:
Tigre
Tigre é um lugar muito bonito e bem cuidado pela prefeitura local. Os semáforos só servem mesmo de enfeite, já que, em cada esquina, há um guarda de trânsito que, no exato momento em que o pedestre pisa na faixa, apita determinando a parada de todos os carros.
Por AR$ 30, realizamos um passeio de uma hora, em barco, por diversos rios que compõem o delta do Paraná. O percurso é de cerca de 15km e, nas margens, pode-se ver diversas casas, escola, igrejas, restaurantes, clubes, parques de diversão, etc. Valeu cada centavo pago.
Após o passeio, tomamos uma Quilmes com papas fritas e amendoim em um restaurante da orla. Minutos depois, embarcamos novamente de trem para Retiro.
Na saída da estação, uma cena engraçada porém um tanto quanto asquerosa: Uma senhora, aparentemente moradora de rua, urinava na parede externa do prédio, no meio do movimento de pessoas que transitavam de um lado para o outro.
De frente a estação Retiro, um monumento muito belo: a Torre dos Ingleses, doação dos imigrantes ingleses por ocasião do centenário da revolução de maio de 1810.
Torre dos Ingleses
Em seguida, tomamos o metrô e, minutos depois, estávamos de volta ao hostel.
A programação para a noite de hoje é fotografar alguns outros monumentos, comer alguma coisa e depois retornar para o repouso.
Amanhã visitaremos a feira de San Telmo, bairro da região central de Buenos Aires que concentra muitos artesãos e dançarinos de tango pelas suas ruas. Em uma das esquinas do bairro (na verdade, em Monserrat), existe uma escultura interativa da Mafalda, personagem de Quino que é símbolo da cultura HQ argentina. Quero tirar foto com ela!
Por hoje, é só. O passeio está chegando ao fim, porém tem sido por demais produtivo. Na terça-feira, quando se encerrar a odisseia dos mochileiros por Buenos Aires, farei um completo guia de viagem com orientações a quem pretende conhecer a cidade! Não percam!
¡Buenas noches!
PS.: O dia hoje foi especial pois as notícias que vieram do Brasil ontem são alvissareiras. Fui nomeado para meu cargo de Técnico do TRT da 2ª Região. Tão logo volte ao Brasil, pretendo me apresentar e assumir meu novo cargo!
O relato de hoje começa, na verdade, ontem. Depois do post anterior, por volta de 21h, horário local, fomos conduzidos por uma van ao show de tango, cujo nome é BocaTango, localizado nas proximidades de La Bombonera. A princípio, nos assustamos com a faixa etária do pessoal da van, cuja idade somada deve passar de mil anos. Ao chegarmos ao show, constatamos que éramos os mais jovens no local, porém nem ligamos para isso.
Antes do show, entretanto, nos foi servido o jantar. Como entrada, uma deliciosa salada Caesar e, como prato principal, o onipresente bife de chorizo argentino, acompanhado de um vinho da região de Mendoza. Para a sobremesa, sorvete com calda de chocolate. Em seguida, o show teve início. Bailarinas lindas, sensuais e muito bem ensaiadas. Cantores com vozes fantásticas e uma orquestra maravilhosa. Nem vimos o tempo passar, para que o show durou poucos minutos, diante da grandiosidade do espetáculo.
A sensação ficava melhor ainda, pois estávamos em La Boca, o lugar onde o tango nasceu, efetivamente. Infelizmente, não era permitido tirar fotos do show, mas antes tiramos algumas fotos do local. Vejam a luxuosidade do salão, que tem anexo um museu do tango.
O dia hoje amanheceu chuvoso. Como o Xico precisava trocar mais moeda, fomos até a Avenida Sarmiento, centro do câmbio monetário de Buenos Aires. Qual não foi surpresa dele quando viu que a cotação de hoje do peso está muito inferior à do dia em que chegamos. Assim, ele ganhou um bom dinheiro em cima dos reais que tinha.
No meu caso, eu precisava sacar dinheiro em um dos caixas eletrônicos aqui. Fui até ao Banco do Brasil, onde fui atendido por um gerente que não falava português. Porém foi fácil achar um banco conveniado para que sacasse em pesos.
Em seguida, rolou um almoço em um restaurante próximo ao banco e, por fim, retornamos ao hostel.
Hoje vamos pegar balada em Buenos Aires, não sem antes curtir o happy hour do pub do hostel que começa daqui a pouco.
Pipoque aqui