Buenas, amigos!
Depois de alguns dias sem postar nada, volto ao o carrinhodepipoca.com com uma proposta diferente. Trata-se de um diário de viagem. Com alguns anos de atraso, finalmente consegui vir a Buenos Aires, de onde postarei nos próximos dias.
O dia começou cedo. Às 4 da manhã levantei-me, na casa do Mário Diamente, em Belo Horizonte, e peguei o Conexão Aeroporto, com destino a Confins (do mundo… Onde já se viu um aeroporto de capital ficar a 40km do centro da cidade?).

Voo 6774 da Webjet, sobrevoando a Região Metropolitana de BH
Meu voo pra Guarulhos estva programado para as 07h00, pela Webjet (bem mais em conta do que ônibus!), mas o inferno começou quando vi na tela da sala de embarque que o mesmo estava atrasado. Após 40 minutos, finalmente embarquei e, menos de uma hora depois, pousei em Cumbica. Lá, encontrei com o Francisco Junior, que, por sua vez, havia chegado a Sampa pela União, visto que saiu direto de Passos.
Por questões operacionais de aproximadamente R$ 30, embarquei para Ezeiza pela Gol às 10h50, enquanto o voo do Francisco pela Tam sairia três horas depois.
Às 12h40, hora local, o Boeing 737-800 pousou em solo argentino. Realizados os procedimentos de praxe, rumei para o saguão do aeroporto, para esperar o Xico. Por mais que tentasse, não consegui achar uma única tomada sequer para carregar o notebook e passar o tempo. Em não tendo mais nada para se fazer, prossegui na leitura de “O menino do pijama listrado”, que começara a ler no avião.
Por volta de 16h40, o Xico saiu da sala de desembarque e, por merrecas AR$ 90, pegamos um remi (espécie de táxi), que nos trouxe ao Che Lagarto Hostel, onde estamos hospedados em quarto coletivo – que por enquanto só tem nós dois.
Já chegando, tivemos alguns problemas. O primeiro deles foi com as tomadas. A maioria das tomadas da Argentina têm um padrão que é praticamente inexistente no Brasil (salvo alguns equipamentos de ar condicionado e fornos elétricos antigos). Os que estamos acostumados – dois pinos redondos ou dois pinos chatos – são raridade por aqui. Assim, precisamos comprar um adaptador que, na pressa e na necessidade, nos saiu por AR$ 15.
Outro problema que tivemos, já resolvido, foi quanto aos lockers do albergue. Os albergues que conheço possuem amplos e espaçosos lockers, com espaço de sobra para guarda de grandes volumes. Ao chegar aqui, encontramos apenas pequenos escaninhos pagos, que mal davam para acomodar a bagagem de mão.

Típico café porteño, com sua fachada original porém detonada pelo ar-condicionado externo
Já hospedados e acomodados, saímos a explorar a região do hostel, o bairro de San Telmo, região central de Buenos Aires. Edificações visivelmente antigas, algumas delas muito mal-cuidadas, porém sem perder parte de sua beleza, recheiam o bairro. Fizemos algumas fotos, brincando com as funções de nossas câmeras amadoras. Com fome, encontramos uma casa de massas chamada Las Leñas, onde, por AR$ 3, comemos deliciosas esfirras – empanadas, como dizem por aqui – com uma massa muito boa.
Em seguida, fomos a um restaurante (caro, é verdade), onde tomamos a hexacentenária cerveja belga (porém fabricada na Argentina) Stella Artois, de um litro, acompanhada de pães, biscoitinhos e um negócio de berinjela, que não me apetece muito. Por fim, retornamos ao hostel, curtindo o calor quase passense da capital porteña, em um jardim muito interessante que há por aqui.
Com resultado de um primeiro dia de passeio, fizemos algumas constatações. A primeira – e mais óbvia delas – é que uma das grandes vantagens de ser brasileiro é morar na América e não precisar falar espanhol. Apesar da aparente facilidade que o brasileiro pensa ter de dominar o idioma espanhol, na prática é algo muito diferente. Contudo a comunicação não é das mais difíceis e, passo a passo, vamos nos acostumando com as peculiaridades da língua.
Outra constatação é que Buenos Aires é uma cidade de uma bela arquitetura, porém precisa de um melhor cuidado com seu patrimônio histórico e cultural. As ruas de San Telmo são sujas, com muito lixo espalhado e fezes de animais por todo lado. Há uma imensa concentração de cães pelas ruas, em cada esquina se vê um cachorro, vadio ou não.

O transporte coletivo de Buenos Aires, dizem, é um dos mais eficientes do mundo!
Carros que são velhos conhecidos nosso no Brasil também há aos montes por aqui. Milles, Corsas, Merivas, Gols, entre outros, existem por todos os lados!
Uma coisa que não experimentamos, mas o faremos amanhã, quando iremos conhecer Palermo, foi o transporte público. Contudo é fato que os ônibus que circulam por esta região são muito antigos, bem parecidos com os que vemos em filmes sobre países subdesenvolvidos.
Por hoje é só. Amanhã traremos novas notícias direto de Buenos Aires.
¡Buenas noches!