Carrinho de Pipoca

Nas melhores esquinas, perto de você!

¡Mi Buenos Aires querido! #5

Posted by Luiz Claudio em 28/11/2009

¡Hola, chicos!

Ficar hospedado em hostel (albergue) é, sem dúvida, uma experiência inigualável. Nesses cinco dias de viagem, passaram pelo nosso quarto um peruano, um neozelandês, uma alemã e uma espanhola. Hoje, ainda, há duas garotas no quarto, porém não sabemos ainda a nacionalidade delas.

Tivemos mais contato com Wayne, um neozelandês investidor em ações e fundos de empresas por vários países do mundo. Não tivemos dificuldade em nos comunicarmos com ele, visto que, além do inglês – idioma oficial de seu país – ele falava espanhol. Nosso “portunhol” não foi dificuldade para a comunicação, pois dominamos um pouco do inglês também. Conversamos sobre política, economia e até citações de Maquiavel houve no papo.

Depois de um esquenta com chopp e cervejas long neck no hostel, partimos para uma balada em uma boate chamada Museo. A noite de Buenos Aires normalmente começa tarde, depois da uma da manhã. As boates, antes das festas, servem jantar, por isso as baladas começam mais tarde.

Wayne, Luiz Claudio e Francisco, na balada porteña

A festa é bastante animada, com muita música latina, brasileira e algumas velhas conhecidas nossas do circuito eletrônico mundial. Durante a balada rolou desfile de argentinas de lingerie, mas as chicas porteñas são menos atiradas que isso. Não é fácil conversar com elas, pois normalmente elas ficam em seus grupinhos. Elas não encaram as pessoas, principalmente os estrangeiros. Por aqui não tem o lance de ir a festas para ficar com as garotas, mesmo para os nativos. Pelo que constatamos, o que rola, na verdade, é combinar encontros com elas depois das baladas.

O dia hoje começou tarde, perdemos o horário do café da manhã do hostel e, famintos, saímos a caminhar pela Avenida 9 de Julio, a mais larga do mundo, e comemos no Burger King. Em seguida, pegamos o metrô até Retiro e dali rumamos de trem para Tigre, município vizinho que é uma espécie de estância turística que fica no delta do Rio Paraná. Por AR$ 1,35 (menos que R$ 0,70) embarcamos no trem, cuja viagem durou uma hora. O trem é um tanto quanto sujo e a cada estação embarcam figuras dos mais diversos tipos. Vendedores de canetas, chocolates, bebidas, entre outras coisas. Em uma das estações, especialmente, embarcou um velhinho com poucos dentes na boca, com uma sanfona. A cena foi deveras engraçada e começamos a rir daquilo tudo. Os argentinos, muito sérios, que estavam no trem, começaram a rir de nossas risadas. O sanfoneiro ainda levou AR$ 0,75 de groja! Vejam o vídeo:

Tigre

Tigre é um lugar muito bonito e bem cuidado pela prefeitura local. Os semáforos só servem mesmo de enfeite, já que, em cada esquina, há um guarda de trânsito que, no exato momento em que o pedestre pisa na faixa, apita determinando a parada de todos os carros.

Por AR$ 30, realizamos um passeio de uma hora, em barco, por diversos rios que compõem o delta do Paraná. O percurso é de cerca de 15km e, nas margens, pode-se ver diversas casas, escola, igrejas, restaurantes, clubes, parques de diversão, etc. Valeu cada centavo pago.

Após o passeio, tomamos uma Quilmes com papas fritas e amendoim em um restaurante da orla. Minutos depois, embarcamos novamente de trem para Retiro.

Na saída da estação, uma cena engraçada porém um tanto quanto asquerosa: Uma senhora, aparentemente moradora de rua, urinava na parede externa do prédio, no meio do movimento de pessoas que transitavam de um lado para o outro.

De frente a estação Retiro, um monumento muito belo: a Torre dos Ingleses, doação dos imigrantes ingleses por ocasião do centenário da revolução de maio de 1810.

Torre dos Ingleses

Em seguida, tomamos o metrô e, minutos depois, estávamos de volta ao hostel.

A programação para a noite de hoje é fotografar alguns outros monumentos, comer alguma coisa e depois retornar para o repouso.

Amanhã visitaremos a feira de San Telmo, bairro da região central de Buenos Aires que concentra muitos artesãos e dançarinos de tango pelas suas ruas. Em uma das esquinas do bairro (na verdade, em Monserrat), existe uma escultura interativa da Mafalda, personagem de Quino que é símbolo da cultura HQ argentina. Quero tirar foto com ela!

Por hoje, é só. O passeio está chegando ao fim, porém tem sido por demais produtivo. Na terça-feira, quando se encerrar a odisseia dos mochileiros por Buenos Aires, farei um completo guia de viagem com orientações a quem pretende conhecer a cidade! Não percam!

¡Buenas noches!

PS.: O dia hoje foi especial pois as notícias que vieram do Brasil ontem são alvissareiras. Fui nomeado para meu cargo de Técnico do TRT da 2ª Região. Tão logo volte ao Brasil, pretendo me apresentar e assumir meu novo cargo!

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