25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul (6)
Se a sensação de subir a Cordilheira dos Andes já é impressionante, a descida é de tirar o fôlego. Eram 7:30 quando, debaixo de um frio de uns 4ºC, entrei em um ônibus em Mendoza, com destino a Santiago do Chile. Até o Parque Aconcágua, o caminho foi o mesmo de ontem. Como a janela do ônibus estava embaçada por causa do frio e da umidade, não deu pra tirar muitas fotos boas.
Poucos quilômetros depois do Aconcágua está o túnel internacional, que leva ao território chileno. A partir daí, até quase a chegada em Santiago, a estrada é extremamente sinuosa, com dezenas de curvas das mais fechadas possíveis, numa estrada que passam caminhões, ônibus, veículos, etc. A viagem por si só não foi cansativa, apesar de durar 6 horas, até porque a vista ajudava a não se cansar.
A chegada em Santiago, entretanto, foi um pouco caótica. O trânsito da capital chilena é terrível. Semáforos desencontrados, que abrem e fecham em pouco espaço de tempo, motoristas entrando na frente dos outros carros, buzinando o tempo todo. A rodoviária de Santiago, então, é das piores possíveis. A espera pela bagagem foi debaixo de chuva, com um “maletero” gritando os números das etiquetas como se fosse em um leilão e, obviamente, pedindo algum dinheiro como “propina”.
Pegar um táxi não foi das tarefas mais fáceis. Os taxistas daqui são muito mal-educados, não param quando se acena e, quando param, o fazem quase no meio da rua. Como estava chovendo torrencialmente, havia inúmeras poças d’água na rua. Como resultado, os pés molhados, a barra da calça idem e o resto do corpo também.
Por 5 mil pesos chilenos, o taxista me deixou no Che Lagarto Hostel de Santiago, bem próximo ao centro.
A partir de amanhã, vou sair a tirar algumas fotos e conhecer melhor a cidade. Na segunda-feira, a programação inclui Viña del Mar e Valparaíso. Na terça, infelizmente, acaba a viagem.
Boa tarde!
25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul (5)
Se existe uma palavra para descrever meu estado de espírito ao contemplar a Cordilheira dos Andes, esta é: embasbacado. Por volta das 7 da manhã, saí do hostel, acompanhado por um grupo de pessoas de outros hostels e de uma guia, Lorena, muito simpática. O destino era o circuito das Altas Montañas, visitando o Parque Aconcágua, onde se localiza o pico máximo do continente americano, o Cerro Aconcágua, com seus 6.965 metros de altitude acima do nível do mar.
O ônibus passou por cenários magníficos, nos quais foram rodados filmes como Diários de motocicleta e Sete anos no Tibet. Passamos pela ferrovia Transandina, que, por mais de meio século, ligou Mendoza a Valparaíso, no Chile. Também conhecemos a Ponte do Inca, uma das poucas pontes naturais do mundo. Daí, seguimos viagem ao Parque Aconcágua, onde fizemos uma caminhada de cerca de uma hora e meia, avistando, ao longe, a 2.950 metros acima do nivel do mar, a face sul do Senhor das Américas, a montanha mais alta do continente.
No parque há bastante neve, os lagos estavam congelados. A experiência de, pela primeira vez, ver a neve de perto, foi algo marcante, sem dúvida.
Após algumas fotos e algumas explicações por parte da Guia sobre o parque e sobre a Cordilheira dos Andes, partimos para o almoço em Los Penitentes, uma das estações de esqui que existem por aqui. Entretanto, como ainda não há neve o suficiente, essas estações não estão abertas.
Enfim, a visita a Mendoza está chegando ao seu final. Hoje teremos mais um momento de integração sul-americana entre os que estão no hostel. Ontem à noite, em outro hostel da rede HI, participei de uma festa da pizza, onde conheci outros argentinos, chilenos, peruanos e pessoas de várias nacionalidades. Foi um bom momento para treinar o espanhol, o inglês e até arriscar um pouco de alemão.
Amanhã pela manhã o destino é Santiago, mais uma vez cruzando os Andes. Nos vemos no Chile!
Boa noite!
25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul (4)
Conforme previsto, ontem fiquei sem atualizar o blog, pois não consegui acessar a internet do aeroporto de Montevidéu.
Na noite de terça-feira (14), conheci algumas das ruas da capital uruguaia. De fato, Montevidéu é uma bela cidade, com muita história, principalmente a Cidade Velha. Os uruguaios, de modo geral, são muito atenciosos. Fui muito bem atendido nos restaurantes e cafés do lado de lá do Rio da Prata.
Após saborear um bife de lomo, tirei mais algumas fotos e voltei para o hostel.
De manhã, na quarta-feira (15), conheci a Ciudad Vieja, com suas ruas e edificações cheias de história. Passei, também, pela zona portuária de Montevidéu. Nas praças e ruas, por onde se andava, vi torcedores do Santos, que estavam na cidade para o jogo de mais à noite, Peñarol x Santos, pela final da Libertadores. Conversei e tirei fotos com alguns, pessoal gente boa.
Já à tarde, após o almoço, dei um pulinho em um dos cassinos da cidade, já que o jogo é legalizado no Uruguai, assim como no Paraguai e aqui na Argentina. Ganhei alguns pesos e parti para o aeroporto. Aeroporto, por sinal, dos mais modernos da América. Muito limpo e organizado, com um projeto arquitetônico muito bacana.
Como em todas as viagens desse tipo sempre rola algum contratempo, dessa vez não foi diferente. O voo 177, da Pluna, que me traria de volta à Argentina, atrasou por mais de uma hora. Como resultado, quase perdi o ônibus que me traria a Mendoza, que sairia de Buenos Aires às 21:30.
O Bombardier da Pluna tocou o solo em Buenos Aires às 21:02, no Aeroparque Jorge Newbery. Depois de um rápido desembarque e de pedir para alguns brasileiros cederem a dianteira na fila da imigração, peguei um táxi. Chovia torrencialmente em Buenos Aires e, depois de alguns minutos, cheguei na Rodoviária. Já de posse de minhas malas, com 5 minutos de atraso, consegui entrar no ônibus, que já estava quase de saída.
A viagem para Mendoza durou 14 horas. O ônibus, porém, era um espetáculo. Poltrona reclinável a 180º, almofadinha e manta. O serviço de bordo incluía jantar com pratos frios e quentes, refrigerantes, água e – acreditem – vinho, whisky e champanhe. Depois de jantar e tomar um delicioso Cabernet Sauvignon, dormi por boa parte da viagem, até ser acordado pela comissária com o café da manhã, que servia alfajores, brownies, pães, torradas, queijo, além de café, chá e leite.
Chegando a Mendoza, tomei um táxi no terminal rodoviário e, por 11 pesos argentinos, fui deixado na porta do Campo Base Hostel, onde estou agora. O staff do hostel é muito atencioso e rapidamente fui acomodado em um quarto coletivo com mais duas pessoas.
O dia foi para dar algumas voltas pela cidade, que também é muito bonita. Conheci a parte histórica de Mendoza, que foi toda reconstruída após um terremoto que devastou a cidade no século XIX.
Para amanhã, o programa é o circuito das Altas Montañas, que vai pertinho do Aconcágua e passa por algumas estações de ski. Depois posto as fotos.
Boa noite!
25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul (3)
E chegamos ao terceiro dia de viagem!
Bem cedo, por volta das 7 da manhã, pulei da cama em Buenos Aires e, com as malas prontas, parti do Che Lagarto Hostel para o terminal rodoviário de Retiro. Ali deixei minha mala grande no guarda-volumes e, com uma mochila, fui para o porto do Buquebus, serviço de balsas que faz o transporte pelo Rio da Prata até Colonia del Sacramento e Montevidéu, ambas no Uruguai, além de outras cidades.
O primeiro destino era Colonia. Cidade fundada há mais de 330 anos, considerada pela Unesco patrimônio da Humanidade. Na cidade, nota-se influência tipicamente portuguesa, já que nossos colonizadores por lá também estiveram. Ruas estreitas, calçada com pedras, casas com arquitetura de séculos passados. O centro histórico vale a pena ser visitado, e é um local que rende belas fotografias.
Em Colonia o meio de transporte usado foi uma lambreta, que se pode alugar por pouco mais de R$ 30. Facilita muito andar pelas ruas da cidade, embora o centro histórico seja pequeno e fácil de ser visitado em poucas horas. Entretanto, a cidade tem mais de 6km de praias do Rio da Prata, o que a lambretinha me permitiu conhecer.
Após um belo “bife de lomo con ensalada”, deixei a lambreta onde a havia alugado e, em um ônibus, vim para Montevideo. Estou agora no hostel, preparando para dar uma saída, comer alguma coisa e conhecer um pouco a cidade.
Amanhã à noite, volto a Buenos Aires e, de lá, vou para Mendoza. Pode ser que, com isso, não tenhamos post aqui no blog.
Buenas!
25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul (2)
O dia hoje começou um pouco mais tarde que o previsto. A bateção de pernas de ontem me derrubou e caí na cama que nem uma pedra. Por volta de 9 horas, tomei café da manhã e parti rumo à Calle Florida, um calçadão somente para pedestres que corta algumas quadras da região central de Buenos Aires, o paraíso das compras com muitos outlets, lojas próprias de marcas famosas e etc. Por algumas poucas dezenas de reais é possível comprar camisetas, tênis, calças, jaquetas, artigos de couro e muito mais. Depois de algumas compras na Lacoste, e de também comprar uma jaqueta de couro por pouco mais de R$ 300 e um casaco de presente para minha mãe, fui almoçar e andar um pouco mais.
No fim do dia, visitei a Grande Loja Maçônica da Argentina, acompanhado por um simpático tio, a quem tive que explicar o que vem a ser a Ordem DeMolay, o que não foi muito fácil de fazer em espanhol. Sorte que havia um maçom brasileiro que me ajudou nisso. Os templos são muito bonitos, pena que não fui autorizado a fazer fotos do local.
Por fim, algumas fotos noturnas do Obelisco e voltei ao hostel. Tenho que arrumar as malas, já que amanhã cedo vou para Colônia e Montevidéu. Fico até quarta-feira na capital uruguaia e, depois, a próxima parada é Mendoza, aqui mesmo na Argentina.
Até amanhã!
25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul (1)*
Com pouco mais de uma hora de atraso, decolei ontem (11) de Guarulhos, a bordo de um Boeing 737-800 da Gol, no voo 7650, com destino a Buenos Aires, fazendo escala em Floripa e Porto Alegre. Já era quase meia-noite quando desembarquei no aeroporto internacional de Ezeiza, de onde, após os trâmites aduaneiros de praxe e de uma passada no banco para trocar moeda, vim diretamente para o já conhecido Che Lagarto Hostel. Morto que estava, nem quis sair, fiquei por aqui, tomei banho e, em um quarto coletivo com outras 3 pessoas, dormi.
Ao acordar, após o café da manhã, iniciei minha peregrinação em terras porteñas. Primeiro tratei de ir até a estação Retiro, de metrô, para conferir o funcionamento dos guarda-volumes no terminal de ônibus de idêntico nome, já que, na terça-feira, vou para Montevidéu somente com a mochila nas costas, uma vez que a permanência lá será de pouco mais de 24 horas e, ao regressar, já tomo ônibus para Mendoza.
Em seguida, fui até a famosa feira de San Telmo, onde se vende todo tipo de antiguidade, tralha, tranqueira, enfim, várias coisas inúteis e outras um tanto quanto úteis, como roupas, souveniers, pantufas, etc. Por ali mesmo, o almoço foi um tradicional bife de chorizo, acompanhado de papas (batatas) fritas e, obviamente, uma Quilmes gelada de 970ml. Depois de algumas compras, um sorvete no Freddo e muita bateção de perna, hora de dar uma rápida passada na Plaza de Mayo, onde fica a Casa Rosada, sede do Executivo argentino, ir conhecer um ponto turístico de Buenos Aires que ficou de fora da última vez, a Praça do Congresso.
E o caminho para lá foi no metrô mais antigo da América do Sul e também do hemisfério sul, a linha A de Buenos Aires, inaugurada em 1913. Um trem visivelmente velho, do início do século XX, com quase 100 anos de uso, porém em perfeito funcionamento, pelo menos aparentemente. A abertura das portas desse metrô é manual. Os bancos são de madeira, num estilão bem retrô mesmo. O balanço do trem em nada fica devendo aos trens da CPTM. Algumas estações depois, cheguei ao destino.
O prédio em que funciona o Congresso Nacional argentino traduz bem o espírito arquitetônico da cidade. Ele é a sede do Legislativo argentino, abrigando as 2 casa do Congresso Nacional: o Senado e a Câmara dos Deputados.
Depois de algumas fotos, já à noite, foi hora de tomar um capuccino no famoso Café Iberia, numa histórica esquina da Avenida de Mayo. Essa avenida, por sinal, é conhecida como Eixo Cívico, já que liga a Casa Rosada ao Palácio do Congresso.
Visitar os bairros históricos de Buenos Aires, assim como o Centro da cidade, é uma volta ao passado. Daqui se vê a pujança que essa cidade outrora teve, muito embora, nos últimos anos, tenha sofrido as consequências inevitáveis de uma grave crise econômica. Ainda assim, o charme da cidade não fica ofuscado. Buenos Aires é, sem dúvida, uma sucursal da Europa na América do Sul, e aqui podemos notar a influência que os europeus exerceram no Novo Mundo em geral e, especialmente, nessas terras porteñas.
Amanhã o dia será dedicado a compras, já que aqui é muito bom pra isso. Amanhã segue o relato!
¡Buenas noches!
* O título do post é um verso da canção A Palo Seco, do Belchior. A viagem seguirá, depois de Buenos Aires, por Colônia do Sacramento e Montevidéu, no Uruguai; Mendoza, na Argentina; e Santiago, no Chile. Serão 5 cidades e 3 países num período de 10 dias. A propósito, não tenho ainda 25 anos. Só mês que vem.
Onze anos depois, Pimenta Neves na cadeia: morosidade ou legalismo?
Quase onze anos após assassinar a namorada Sandra Gomide, com dois tiros, e confessado o crime, o jornalista Antônio Pimenta Neves foi hoje recolhido à prisão, na cidade de Tremembé, no interior de São Paulo, na penitenciária que abriga hóspedes ilustres como Suzane von Richthofen e o casal Nardoni. Desde a decisão do STF, que determinou ontem (24) o início imediato do cumprimento da pena, vários órgãos de imprensa se manifestaram a respeito, principalmente quanto à alegada morosidade do Judiciário brasileiro, que demorou mais de uma década para mandar para detrás das grades um réu confesso de um crime hediondo.
Não que seja aceitável uma demora de quase 11 anos para que um assassino que confessou o crime inicie o cumprimento de sua pena. Todavia, se há culpa por parte de alguém para tamanha demora, definitivamente, não é do Judiciário. Quase que uníssona foi a opinião da imprensa, entre ontem e hoje, no sentido de que esse período tão longo ocorreu por dois fatores, principalmente: primeiro porque o réu é homem e a vítima é uma mulher; depois pelo fato de que o réu é homem rico, de muitas posses e com influência na imprensa.
Como defensor árduo dos direitos e garantias constitucionais, entendo que os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência devem ser, custe o que custar, garantidos a todos os cidadãos. Verdade seja dita, tamanha demora se deu, principalmente, porque a defesa de Pimenta Neves manejou, técnica e adequadamente, todos os recursos de que dispunha para manter o réu em liberdade. No todo, cerca de 20 recursos foram aviados, nas mais diversas instâncias da justiça brasileira, a começar pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, STJ e STF, o qual, inclusive, por meio de habeas corpus, garantira ao réu o direito de permanecer livre até o trânsito em julgado da sentença condenatória, ou seja, até que se esgotassem todas as possibilidades de recurso.
Essa possibilidade nada mais é que a efetivação de uma garantia constitucional, de que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença condenatória, prevista no artigo 5º, LVII, da Constituição da República. Aliado a isso, outro princípio constitucional, que garante a todos o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes, este previsto no mesmo artigo 5º, LV, da Carta Magna, permitem que o acusado exerça o direito de defender-se de todas as formas possíveis, até que não caiba nenhum outro tipo de recurso, a não ser o jus esperneandi.
O fato é que o ordenamento jurídico brasileiro é farto em recursos. Alguns esforços têm sido feitos no sentido de se reduzir a quantidade de recursos disponíveis à defesa (e também à acusação, por vezes), para imprimir maior celeridade aos procedimentos judiciais. Exemplo claro é uma das últimas reformas do Código de Processo Penal, que extinguiu o protesto por novo júri, que permitia à defesa requerer um segundo julgamento pelo tribunal popular, quando a pena imposta fosse maior que 20 anos.
O Ministro César Peluso, presidente do STF, nas últimas semanas, tem ventilado uma proposta de emenda constitucional que vem deixando a comunidade jurídica de cabelos em pé: a relativização da presunção de inocência com a possibilidade de se iniciar o cumprimento da sentença quando penderem recursos para o STJ e para o STF, em se tratando de processos de competência originária de primeira instância. Tal medida, se (Deus nos livre) for implementada, propiciará um cumprimento no início das penas e das sentenças em geral com maior rapidez, mas irá de encontro à segurança jurídica tão cara a todos nós. Quanto mais rápido o processo, de fato, menor a segurança jurídica que ele deveria traduzir.
Voltando ao caso Pimenta Neves: o jornalista, agora, definitivamente, culpado e condenado por um homicídio, por suas posses, conseguiu pagar bons advogados que manejarem adequadamente todos os recursos possíveis. Um pobre coitado, por sua vez, vai em cana logo, às vezes até mesmo em flagrante e por ali fica até o final do cumprimento da pena. Dois pesos e duas medidas? Creio que não.
Se a lei garante, a todos, igual tratamento, não tenho dúvidas que, sob iguais circunstâncias, o Judiciário decidiria de igual forma entre ricos e pobres. Não acredito, pessoalmente, nesse elitismo que pregam existir na Justiça brasileira. Os meios e recursos estão aí, para todos, os que quiserem e puderem deles fazer uso.
Seria bom, certamente, se todos os brasileiros pudessem pagar advogados para que os defendessem quando a Justiça os cobrar. Seria muito bom se, ainda que os brasileiros não tenham recursos para isso, as defensorias públicas fossem bem remuneradas e bem equipadas para dar a todos o tratamento igual ao que bons advogados dão a seus clientes. Todavia, melhor ainda, seria se o legislador prestasse atenção na quantidade de recursos que nosso ordenamento jurídico dispõe e, se necessário, a reduzisse sem, contudo, prejudicar a segurança jurídica que todos os brasileiros devem igualmente gozar.










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